Federação dos Médicos acusa Conselho de Ética de "fazer fretes" ao Governo

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O presidente da Federação Nacional de Médicos acusou hoje o Conselho Nacional de Ética de estar a fazer "fretes ao Governo" quando defende que o Serviço Nacional de Saúde deve promover medidas para conter custos com medicamentos.

"Nos últimos tempos, há uma atitude clara da parte do Conselho [Nacional de Ética] de ir buscar assuntos que nada têm a ver com a questão fundamental que se coloca neste momento, que é o direito constitucional à Saúde", afirmou à agência Lusa o presidente da Federação Nacional de Médicos (FNM), Mário Jorge.

"Não minha opinião, [estas atitudes do conselho] não são nem mais nem menos do que fretes políticos ao Governo", sublinhou.

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida divulgou, na semana passada, um parecer no qual considera existir fundamento ético para que o Serviço Nacional de Saúde promova medidas para conter custos com medicamentos, tentando assegurar uma "justa e equilibrada distribuição dos recursos".

Parecer que a Ordem dos Médicos classificou como perverso, desumano e perigoso.

O mesmo documento do Conselho de Ética defende que os profissionais de saúde que escolhem os medicamentos pagos com verbas do Estado nos hospitais devem fazer declarações de conflitos de interesses, adianta hoje o jornal Público, exemplificando com os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica em que os médicos participam.

"O Conselho de Ética envereda por caminhos de diversão que tentam desviar as atenções daquilo que é hoje a realidade mais marcante da política de saúde, que é saber se os cidadãos vão estar sujeitos a comprar os cuidados de saúde consoante tenham ou não dinheiro", criticou o sindicalista.

Para Mário Jorge, antes de falarem de conflitos de interesses para prescrever, os membros do conselho "deviam mostrar se alguma vez praticaram esses princípios na sua atividade profissional".

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