Frio e gripe podem ser responsáveis por pico de mortalidade

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Três mil pessoas morreram em seis dias, a maioria idosos
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Pela terceira semana consecutiva Portugal registou um pico de mortalidade, entre 13 e 19 de fevereiro registaram-se mais de três mil mortes, a maioria dos casos em idosos com mais de 65 anos. A epidemia de gripe e as baixas temperaturas são causas prováveis, mas o ministro da Saúde revelou que as autoridades já estão a investigar a causa deste pico de mortalidade.

“São dados revelados pelo Instituto Ricardo Jorge, que faz a monotorização apertada destes casos de mortalidade. Há um aumento em termos homólogos e o instituto está a descer mais a fundo na monotorização para sabermos as causas, se é do frio anormal ou de outro tipo de situações”, afirmou Paulo Macedo.

Segundo o governante, “o importante é que a situação foi detetada, está a ser acompanhada e vai ser alvo de uma análise, para que se descubram os motivos que originaram um pico anormal de mortalidade nas últimas semanas”.

Segundo o Diário de Notícias, que cita dados disponibilizados pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge, nas últimas três semanas de fevereiro o número de mortes ficou muito acima dos valores normais para esta época do ano.

Mais de três mil pessoas morreram na semana entre 13 e 19 de fevereiro, 90 por cento dos quais idosos com 65 anos ou mais. Um cenário que foi semelhante nas semanas anteriores, e um pico de mortalidade a que não se assistia desde a epidemia de gripe em 2008. Em Portugal a média de mortes associadas à gripe ronda as duas mil, no entanto na altura registou-se quase o dobro.

As autoridades de saúde estão a analisar a situação em todo o país, mas por toda a Europa a mortalidade ligada à gripe deve ultrapassar, este ano, a média dos 40 mil óbitos associados à gripe.

Os casos de pneumonias, hipotermias e complicações cardíacas já provocaram a pré ruptura em muitos serviços hospitalares, com os corredores a serviram de abrigo a muitos doentes enquanto as unidades de saúde reorganizaram os serviços por falta de camas para internamento. A maior parte teve de abrir vagas em outros serviços e reorganizar a assistência.

A Organização Mundial de Saúde aponta as desigualdades sociais e económicas como em fator que agudiza a situação, e aponta a falta de aquecimento das casas como um fator de risco.

Dados da OMS revelam que em Portugal 44 por cento das famílias com idosos não tem dinheiro para manter as habitações aquecidas adequadamente.

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