Generalidade dos portugueses descontente com evolução da democracia

| 40 anos do 25 de Abril
Generalidade dos portugueses descontente com evolução da democracia

Foto: André Kosters/Lusa

A generalidade dos portugueses está descontente com o funcionamento da democracia em Portugal, com 83 por cento dos inquiridos a expressar este ponto de vista. Esta é uma das conclusões do barómetro de abril da Universidade Católica para a Antena 1, RTP, Jornal de Notícias e Diário de Notícias.

Os mais otimistas são os mais jovens e os eleitores do PSD. Comparando o antes e o depois da Revolução dos Cravos, 80 por cento dos inquiridos considera que Portugal é agora um país mais livre, 65 por cento acredita que é mais democrático, mas 62 por cento defende que o país está mais pobre.


Ficha técnica:

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 12, 13 e 14 de abril de 2014. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados.

A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1 por cento dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos.

Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1117 inquéritos válidos, sendo que 59 por cento dos inquiridos eram do sexo feminino, 31 por cento da região Norte, 21 por cento do Centro, 36 por cento de Lisboa, 6 por cento do Alentejo e 6 por cento do Algarve.

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e do Censos 2011. A taxa de resposta foi de 67 por cento*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1117 inquiridos é de 2,9 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.

* A taxa de resposta é estimada dividindo o número de inquéritos realizados pela soma das seguintes situações: inquéritos realizados; inquéritos incompletos; e recusas.



(com Sandra Henriques)

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