Helicópteros Puma desactivados regressam ao serviço por "necessidade operacionais"

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A Força Aérea Portuguesa invoca "necessidades" operacionais para recuperar a partir de hoje para o serviço activo helicópteros Puma que tinham sido retirados do território continental em 2006, após a compra de 12 aeronaves EH-101 Merlin.

O início da actividade operacional dos EH-101 Merlin foi assinalada numa cerimónia presidida pelo então ministro da Defesa, Luís Amado, na Base Aérea nº 6, no Montijo, onde estava sedeada a esquadra 751. Contudo, o fabricante AugustaWestland nunca conseguiu responder às necessidades de reposição de peças e manutenção requeridos pelas necessidades da FAP, que se viu assim forçada a reintroduzir ao serviço alguns dos 10 Puma.

"No último semestre, nunca tivemos mais de cinco (de um total de 12) unidades operacionais" por falta de sobressalentes, confirmou em Março deste ano à Lusa um porta-voz da Força Aérea Portuguesa.

A fonte acrescentou ainda que o fabricante «tem ultrapassado o tempo considerado razoável» para entregar as peças e equipamentos enviados para reparação pela Força Aérea.

Em 8 de Março de 2007, o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, autorizou o contrato para a manutenção dos novos 12 helicópteros EH-101 à Agusta Westland.

Esse contrato, com uma duração de seis meses, prorrogáveis por mais seis, foi assinado pela Defloc, Locação de Equipamentos de Defesa, empresa da "holding" da Defesa, EMPORDEF, com a Agusta Westland.

O prazo de um ano deveria ser aproveitado para negociar um contrato de manutenção de longo prazo, em que a Agusta Westland admitia uma parceria com empresas portuguesas. A Lei de Programação Militar (LPM) previa cerca de 12 milhões de euros para a manutenção dos novos helicópteros, encomendados em 2001 pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas.

Os novos aparelhos começaram a ser entregues à Força Aérea Portuguesa em 2005 e o último entrou ao serviço em Julho de 2006.

Ao todo, Portugal encomendou 12 aparelhos com três configurações diferentes ao consórcio anglo-italiano Agusta Westland. Dos primeiros oito que entraram em fase operacional, seis estão apetrechados para busca e salvamento e dois para efectuar missões de fiscalização de pescas e vigilância marítima.

Os restantes quatro helicópteros, que dispõem de uma blindagem ligeira e estão preparados para transporte táctico, salvamento e combate foram entregues faseadamente ao longo dos meses seguintes.

O início das operações dos primeiros oito EH-101 Merlin marcou também o desaparecimento gradual dos aparelhos PUMA, que deixaram de voar em missões de busca e salvamento em Portugal continental.

Dado que os novos helicópteros EH 101 inicialmente não operavam nos Açores e Madeira, a utilização dos PUMA ainda operacionais continuou operacional até início de 2008 nos dois arquipélagos.

O Chefe do Estado-Maior General da Força Aérea, General Luís Araújo, já tinha admitido em meados de Março, numa entrevista à Antena 1, a possibilidade de reactivação da antiga frota de helicópteros PUMA, se isso se tornasse necessário para que a FAP cumprisse as missões que lhe estão atribuídas e as que são aleatoriamente solicitadas.

Por coincidência, o actual CEMFA serviu de Outubro de 1974 a Outubro de 1981 na Base Aérea Nº 6 (Montijo), onde foi qualificado em SA 330-PUMA e comandou a Esquadra 551 (ALIII) durante 4 anos.

Os PUMA estiveram ao serviço da Força Aérea durante cerca de 35 anos.

SRS/PGF/NS


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