Mau tempo e agitação do mar fustigam Portugal Continental e Madeira

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“Estamos a falar de fenómenos extremos, quer de precipitação, quer fenómenos extremos de vento”, explicou à Antena 1 a meteorologista Maria João Fraga
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A prever o retorno de fenómenos climáticos “extremos” aos territórios de Portugal Continental e do arquipélago madeirense, com novo quadro de forte agitação marítima nas zonas costeiras, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou esta sexta-feira quase todo o país sob aviso laranja. É o segundo mais agudo de uma escala de quatro. Na costa norte da Ilha da Madeira, o aviso para os períodos da tarde e da noite é o mais acentuado – vermelho –, o que já levou a Polícia Marítima a admitir “vedar o acesso” aos locais de maior perigo.

Ao início da manhã, o mapa do portal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera na Internet mostrava nove distritos de Portugal Continental debaixo de aviso laranja: Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
“O IPMA prevê que se mantenha a ocorrência de forte agitação marítima no Atlântico Norte para os próximos dias, associada a uma depressão em deslocamento rápido para sueste, com ondas de altura significativa aproximadamente de 10 metros e período de 13 segundos em mar alto”, lê-se numa nota do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.


Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra e Portalegre encontravam-se, pouco antes das 7h00, debaixo de aviso amarelo.

Já nas costas setentrionais das ilhas da Madeira e Porto Santo o aviso é vermelho, o mais grave da escala de quatro, reportando-se a situações meteorológicas de “risco extremo”. Um quadro que deverá manter-se entre as 18h00 desta sexta-feira e as 6h00 de sábado. São esperadas ondas de sete a oito metros e rajadas de vento de 100 quilómetros por hora.

“O que nós estamos a prever, de facto, é um agravamento do estado do tempo, gradualmente, a partir da madrugada. Será essencialmente até ao final da tarde, ou até ao final do dia, e será, de um modo geral, em todo o território. Mas as regiões mais afetadas serão as regiões do litoral, de todo o litoral, e também a região sul”, descreveu a meteorologista Maria João Fraga, entretanto ouvida pela Antena 1.

“Estamos a falar, concretamente, de fenómenos extremos, quer de precipitação, que de fenómenos extremos de vento, e associada à precipitação pode haver queda de granizo com dimensões consideráveis, que já não será granizo, será saraiva, e ainda poderá haver trovoada”, acrescentou.
“Redobrar a atenção”

Na página on-line da Marinha podia ler-se, nas últimas horas, um comunicado a alertar “toda a comunidade marítima, em particular a comunidade piscatória e náutica de recreio, para redobrar a atenção no cumprimento de todos os procedimentos e regras de segurança no mar e a permanecer nos portos de abrigo”.

Também ouvido pela Antena 1, o presidente da Câmara Municipal de Sintra garantiu estar tudo preparado para “proibir o acesso às praias” do concelho “logo que o mau tempo se verifique e haja perigo individual”.

Basílio Horta apontou como “zonas muito sensíveis” a Praia Grande, a Praia das Maçãs e a localidade de Azenhas do Mar.

Em declarações à agência Lusa, ao final da tarde de quinta-feira, o comandante da Zona Marítima da Madeira, Félix Marques, admitia fechar os acessos mais frequentados por turistas na costa norte, redobrando a atenção “na zona das piscinas naturais do Porto Moniz e em São Vicente”.

“O que a autoridade marítima irá fazer é ir para o local, para avaliar as condições de segurança existentes em alguns sítios mais frequentados por turistas e avaliar se haverá necessidade, ou não, de vedar o acesso a esses locais”, adiantava então o responsável.

No continente, as medidas de segurança mais restritivas foram adotadas no Porto. Está vedada a circulação de veículos e pessoas na Foz do Douro. A autarquia apela mesmo aos cidadãos para que guardem distância da linha costeira, de modo a evitar a repetição dos acontecimentos do dia 6 de janeiro, quando uma onda de grandes dimensões deixou várias pessoas feridas e danificou automóveis.

“Face à previsibilidade de chuva, ondulação e vento fortes nas próximas horas, está já interdito o acesso aos molhes da barra do Douro e aos bares-restaurantes junto à linha de rebentação. A interdição prolongar-se-á, previsivelmente, até ao dia 18”, anunciava ontem em comunicado a Câmara da Invicta.

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