Ministério Público reabre inquérito sobre Madeleine McCann

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Madeleine foi supostamente raptada de um apartamento num hotel da Praia da Luz quando os seus pais, Gerry e Kate McCann, jantavam num restaurante próximo
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O Ministério Público confirmou esta quinta-feira a reabertura do inquérito sobre o desaparecimento da criança inglesa Madeleine McCann, ocorrido em 2007 no Algarve. Uma decisão tomada após a recolha de novos elementos por parte da Polícia Judiciária e que havia sido noticiada nas últimas horas pela estação britânica Sky News.

Uma nota da Procuradoria-Geral da República sublinha que a investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann é retomada ao abrigo da lei processual penal, segundo a qual “o inquérito só pode ser reaberto se surgirem novos elementos de prova que invalidem os fundamentos invocados pelo MP no despacho de arquivamento”.
Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007 - a poucos dias de completar quatro anos - do quarto onde dormia juntamente com dois irmãos gémeos, num aldeamento turístico na Praia da Luz.

Os pais, Gerry e Kate McCann, jantavam com um grupo de amigos num restaurante próximo.


A decisão do Ministério Público, indica o mesmo comunicado, segue-se à “apresentação de novos elementos indiciários que justificam o prosseguimento da investigação”.

A nota não esclarece quais os novos elementos de prova recolhidos pela Polícia Judiciária, adiantando apenas que no inquérito a decorrer em Portimão, no Algarve, “foi requerido ao competente Juiz de Instrução Criminal o adiamento do acesso aos autos por prazo objectivamente indispensável à conclusão da investigação, por se entender que se impõe o regime de segredo de justiça”.

Foi a 21 de julho de 2008 que o Ministério Público anunciou o arquivamento do inquérito sobre Maddie e o levantamento das condições de arguidos aos pais da criança e a Robert Murat, um britânico que morava no Algarve.

A 4 de outubro, a Scotland Yard divulgou em Londres que a polícia de investigação criminal portuguesa havia já criado uma equipa com a missão de seguir linhas de investigação coligidas pelas autoridades britânicas, na esteira de uma intervenção direta do primeiro-ministro David Cameron.
O papel da BBC
Portugal foi um dos 31 países que receberam cartas rogatórias da polícia britânica a pedir assistência para o esclarecimento de elementos sobre pessoas ou dados telefónicos. Em junho, as autoridades do Reino Unido referiram a existência de “38 pessoas de interesse” que queriam questionar. Incluindo cidadãos portugueses.

A investigar o caso há cerca de um ano, a Scotland Yard tem-se mostrado convicta de que conseguiu reunir “nova informação” com relevância, a partir de um acervo de 40 mil documentos e pistas recolhidos não só pelas autoridades portuguesas e britânicas, mas também por oito firmas de detetives privados.

No passado dia 14, a BBC emitiu no seu programa Crimewatch uma reconstrução do alegado rapto da menor britânica, com recurso a atores. E solicitou a colaboração do público para a recolha de pistas. Vinte e quatro horas após aquela emissão, a Polícia Metropolitana de Londres adiantava ter recebido mais de 2400 chamadas e mensagens de correio eletrónico.

Os investigadores britânicos adiantavam, então, ter eliminado uma pista sobre um potencial sequestrador, passando a concentrar atenções num segundo homem que teria sido visto a transportar uma criança ao colo nas imediações do complexo de apartamentos onde o casal McCann estava a passar férias.

O inspetor Andy Redwood afirmava à data que o desaparecimento de Maddie, “com uma única leitura de provas”, continha “os ingredientes de um sequestro planeado”.

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Algarve, Desparecimento, Inquérito, Investigação, Madeleine McCann, Ministério Público, Polícia Judiciária, Praia da Luz,

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