Novo presidente da Associação Académica de Coimbra quer congelamento da propina

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Bruno Matias, que toma posse como presidente da Associação Académica de Coimbra na segunda-feira, afirmou hoje que uma das ações mais urgentes do mandato será a luta pelo congelamento do valor da propina.

"A atualização do valor das propinas será discutida brevemente" pelo Conselho Geral da Universidade de Coimbra e a Associação Académica de Coimbra (AAC) irá "lutar para que seja congelado o valor da propina", disse à agência Lusa Bruno Matias, apontando para esta ação como uma das primeiras intervenções que terá de ser feita no início do mandato.

O próximo presidente da AAC afirmou que a sua direção "vai trabalhar ao máximo" para impedir a atualização do valor, apesar de o reitor ter rejeitado em outubro um pedido no mesmo sentido de Ricardo Morgado, presidente cessante da associação.

Outro dos pontos da política educativa da próxima direção-geral a abordar nos primeiros meses será "a discussão da rede do Ensino Superior e a revisão do regulamento de atribuição de bolsas", referiu.

Na área administrativa, Bruno Matias pretende criar "um plano de controlo interno das contas da AAC e uma reestruturação administrativa", que poderá passar por "novos patrocínios" e negociação dos atuais contratos com a TMN e a Caixa Geral de Depósitos, procurando continuar a reduzir "o passivo mês a mês", mas não dando garantias de o eliminar por completo até ao final do mandato.

"É necessário cativar mais financiamento e cativar mais parcerias estratégicas, para que a casa seja mais sustentável", sublinhou.

Durante as eleições, uma das propostas de Bruno Matias consistia em propor um plano "a dez anos", para garantir uma redução gradual da propina que leve à sua extinção ou que "fique num valor residual".

Na altura, o estudante de Direito afirmou à Lusa que "o país tem que construir um plano a longo prazo e não estar constantemente a reconstruir", pretendendo, para esta proposta, um "vínculo entre movimento associativo, Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e ministério".

Bruno Matias toma posse na segunda-feira, no auditório da Unidade Central do Polo III da Universidade de Coimbra, após o Tribunal de Coimbra, a 09 de abril, ter declarado improcedente a providência cautelar apresentada pelo candidato derrotado, Samuel Vilela.

Samuel Vilela exigia a impugnação da 2.ª volta das eleições para a AAC, devido ao alegado desaparecimento de 141 boletins de voto sobrantes e à discrepância de votos na urna 17, instalada na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, entre a 1.ª e a 2.ª volta das eleições.

Com o procedimento cautelar interposto pelo candidato derrotado, a tomada de posse, originalmente marcada para 30 de janeiro, tinha ficado suspensa, realizando-se agora, quatro meses depois.

"O plano de atividades pensado está a ser revisto" devido à redução do mandato, que deve ser proposto em assembleia magna "alguns dias antes ou depois da Queima das Fitas".

Com o mandato a terminar em novembro, Bruno Matias avançou que "há sempre a possibilidade de um segundo mandato".

Porém, considerou ser "muito cedo para falar sobre isso".

Bruno Matias venceu a segunda volta das eleições, que se realizaram entre 02 e 03 de dezembro, com 4.571 votos, contra os 4.224 (44%) de Samuel Vilela, que tinha vencido a primeira volta com 4.216 votos.

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