Ordem dos Advogados "andou muito mal" na contestação à reforma judiciária

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O presidente da delegação de Braga da Ordem dos Advogados, António Barbosa, afirmou hoje que a Ordem "andou muito mal" na forma como contestou a reforma do mapa judiciário, ao ter optado por uma luta "tipo sindicalista".

"A Ordem optou por uma luta tipo sindicalista, só de crítica e de luta na escadaria da Assembleia da República", criticou António Barbosa, sublinhando que a contestação deveria ter assumido um caráter mais "institucional".

Além disso, apontou que a Ordem "não apresentou qualquer proposta alternativa" para o mapa.

António Barbosa falava sobre "O Impacto da Justiça Especializada no Interior do País", num seminário organizado pela European`s Law Association da Universidade do Minho (ELSA UMinho) para refletir sobre os resultados dos primeiros seis meses da nova reforma judiciária.

Para aquele dirigente, a Ordem dos Advogados "tinha a obrigação" de ter lutado por uma reforma das custas judiciárias, para tornar a Justiça mais acessível aos cidadãos.

"É inconcebível que se tenha de pagar 612 euros de taxas de Justiça por um processo de responsabilidades parentais. É bem mais do que o salário mínimo nacional", criticou.

António Barbosa também não poupou as autarquias e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), acusando-as de "apatia" durante o processo de discussão da reforma.

"Grande parte da reforma avançou por apatia das autarquias e da ANMP, que desmobilizaram por completo de tudo. Só se mexeram algumas autarquias onde foram encerrados tribunais", afirmou.

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