Pais exigem a Crato equidade no acesso ao Ensino Superior

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Pais pedem igualdade para todos os alunos no acesso ao Ensino Superior
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A Federação das Associações de Pais exigem que o Governo explique se os alunos cujos exames de Português foram adiados devido à greve de professores vão ter condições iguais de candidatura ao ensino superior. Foi em carta aberta dirigida ao ministro Nuno Crato que pediram esclarecimentos sobre o calendário de acesso ao ensino superior.

Numa carta aberta enviada ao ministro da Educação e Ciência, a Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP) exige que Nuno Crato esclareça como se irá desenrolar o calendário de acesso ao ensino superior e, nomeadamente "se aos alunos que vierem a realizar o exame de Português no dia 02 de julho, será garantida a candidatura em condições de igualdade com os alunos que fizeram prova no dia programado".

A FERLAP quer saber também como pretende o Ministério da Educação proceder face à greve às avaliações, "sem as quais o acesso ao Ensino Superior é impossível, salvo para os alunos do ensino particular e cooperativo".

A Federação questiona ainda se o Ministério da Educação pretende, através do júri nacional de exames, anular a realização de alguma prova devido às condições em que foram realizadas e se pretende introduzir algum fator de ponderação nas notas dos exames nacionais de Português e Latim.

Para a FERLAP, Nuno Crato deve também explicar como irá ser calendarizado o acesso à 2. fase dos exames para os alunos que não realizaram o exame na data marcada de forma a assegurar a "efetiva igualdade entre todos os alunos".

A Federação lembrou que os pais tinham pedido ao Ministério da Educação que adiasse a realização dos exames nacionais de Português e Latim agendados para segunda-feira passada, dia em que estava marcada uma greve de professores.

"O Ministério desatendeu esse pedido e decidiu realizar o exame em condições que se vieram a revelar, em muitos casos, desadequadas", refere a federação.

A Federação realça que os pais são "alheios ao braço de ferro entre sindicatos e Ministério da Educação" e estão "unicamente interessados em promover uma Escola Pública de Qualidade e em defender os interesses dos seus filhos".

Sobre o facto de o Ministério da Educação ter decidido antecipar para dia 26 as provas finais de matemática do 6. e 9. anos, previstas para 27, dia da greve geral, a FERLAP afirma que Nuno Crato deveria ter tomado a mesma decisão em relação às provas de segunda-feira e assim evitava que "20 mil alunos não tivessem realizado" o exame.

A greve de docentes levou a que mais de 20 mil alunos não pudessem realizar o exame, como previsto, o que obrigou o ministério a marcar uma nova data para o exame de Português -- 02 de julho - exclusivamente para esses alunos.

O ministério confirmou não só a antecipação dos exames de Matemática do Ensino Básico para o dia 26, à mesma hora em que decorreriam no dia 27, como também a data extra de 02 de julho para os alunos do 12 ano que não puderam fazer o exame de Português no dia 17.

Do despacho consta ainda a informação de que as pautas com as notas dos exames nacionais de Português do 12º ano realizados a 17 de junho, e dos que ainda vão ser feitos a 2 de julho, serão afixadas a 12 de julho.

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