Portugal adere Organização Internacional de defesa dos Direitos Humanos

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Portugal tem desde hoje uma representação permanente da Organização Internacional de Biopolítica (Biopolitics International Organization, BIO), que assume, à escala mundial, a defesa dos direitos humanos, em vários contextos.

Com representações nos cinco continentes, a BIO é uma organização não governamental com sede em Atenas e que existe desde 1985 por iniciativa de uma bióloga defensora dos direitos humanos fundamentais.

A BIO pretende defender os valores da dignidade da pessoa, "mas numa interface saudável com o ambiente que nos rodeia", explicou Rui Nunes, co-fundador da representação portuguesa e responsável pelo serviço de Bioética e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

"Não se trata apenas de defender os direitos das pessoas, mas também de chamar a atenção de que o ambiente que nos rodeia é fundamental para a sobrevivência, a longo prazo, da espécie", frisou o também presidente da Entidade Reguladora da Saúde.

Explicando que à BIO "interessam as políticas e não a política", Rui Nunes admitiu, contudo, que esta organização não governamental aspira a influenciar as decisões dos poderes constituídos.

Além de Rui Nunes, integram a representação portuguesa da BIO figuras como Daniel Serrão, especialista em bioética, e Maria Barroso, na sua qualidade de presidente da Fundação Pró-Dignidade.

Com sede na Faculdade de Medicina do Porto, no Hospital de São João, a representação portuguesa da BIO tentará envolver a sociedade civil num debate sobre questões de ordem ética e jurídica relacionadas com os direitos humanos.

"Numa primeira fase, vamos realizar seminários e congressos, promovendo também publicações sobre a matéria. Pensamos envolver-nos depois em projectos educativos", adiantou Rui Nunes.

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