Pressão atmosférica provoca cefaleias e mudanças de humor

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A pressão atmosférica ao nível médio do mar atingiu o valor mais alto de sempre, no dia 9 de janeiro. Um valor que nunca tinha sido registado em qualquer das estações da rede meteorológica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o que pode provocar cefaleias e mudanças de humor.

“Com as variações da pressão atmosférica, as cefaleias e as mudanças de humor podem acontecer mas esse é um assunto que não tem sido muito estudado”, adiantou à RTP Online, Martinho Pimenta, neurologista no Hospital Miguel Bombarda.

Com estas alterações da pressão atmosférica é “provável que haja alterações mínimas da pressão alveolar mas nada está esclarecido”, adianta o neurologista.



De salientar que a pressão alveolar refere-se à pressão existente no interior dos alvéolos pulmonares. Quando a glote está aberta, e não ocorre fluxo de ar para dentro ou para fora dos pulmões, as pressões em todas as partes da árvore respiratória, ao longo dos alvéolos, são exatamente iguais à pressão atmosférica. Para provocar a entrada de ar durante a inspiração, a pressão nos alvéolos deve cair para um valor ligeiramente inferior à pressão atmosférica.

A pressão atmosférica não se vê e pode definir-se, de uma forma simples, como “o peso do ar que está em cima de nós”, disse à TSF, Pedro Viterbo, diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica.
Valores registados em Portugal são comuns na Sibéria e no Alasca
O especialista disse ainda que “os valores altos têm ocorrido em quase todo o Continente, acima dos 1040 hPa (a unidade para medir a pressão atmosférica). Este é um valor muito invulgar em Portugal, mas comum na Sibéria ou no Alasca".

Nas últimas semanas, este peso tem sido acima do normal em Portugal. O pico aconteceu no dia 9 de janeiro com um valor histórico, nunca visto, em Bragança (1050 hPa).



Apesar de ter diminuído desde o pico do final da semana passada, o “peso do ar” por cima de Portugal continua “muito elevado” por estes dias e só deve passar para valores normais esta semana. A culpa é de um bloqueio, que não se via há vários anos, no anticiclone dos Açores, e que se prolonga há semanas”, salientou Pedro Viterbo.

O diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica referiu ainda à TSF que “a pressão atmosférica elevada, ao nível da que se tem registado nos últimos tempos em Portugal, tende a influenciar igualmente a saúde das pessoas, sobretudo quem sofre enxaquecas, nomeadamente pelos efeitos que tem na circulação do sangue. As pessoas podem sentir-se mal por estarem sob pressão alta de forma continuada”.

Tópicos:

Alasca, IPMA, Portugal, Sibéria, cefaleias, humor, pressão atmosférica,

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