Questão do efetivo da PSP "não se resume" ao recrutamento de mais polícias. diz ministra

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A ministra da Administração Interna considerou hoje que o rejuvenescimento da PSP e a colocação de mais efetivos nas ruas "não se coloca única e exclusivamente ao nível do recrutamento" de mais elementos.

"A questão do efetivo não se resume a essa mera equação de admissão de pessoas. Não é admitindo desalmadamente polícias que nós temos mais efetivo na rua", disse aos jornalistas Constança Urbano de Sousa, no final da cerimónia de abertura do ano académico 2016/2017 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.

A ministra foi questionada sobre as Grandes Opções Estratégicas da PSP para 2017-2020, em que o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha, defende "uma urgente reposição e refrescamento do efetivo" e propõe a incorporação regular anual de 800 agentes nos próximos cinco anos "por forma a manter e rejuvenescer o efetivo e aumentar a disponibilidade de capital humano e a capacidade operacional".

"A questão do rejuvenescimento da polícia e a colocação de um maior número de efetivo não se coloca única e exclusivamente ao nível do recrutamento. Existem muitas medidas que podem ser tomadas no sentido de uma melhor racionalização do efetivo", adiantou Constança Urbano de Sousa.

Como exemplo, referiu a adoção de procedimentos administrativos que libertem polícias de tarefas administrativas para o serviço operacional.

"Há muitas tarefas administrativas que hoje são realizadas e que só consomem recursos humanos, que são absolutamente anacrónicas e que se deixarem de existir também libertem recursos humanos", sustentou.

Para Constança Urbano de Sousa, as Grandes Opções Estratégicas da Polícia de Segurança Pública para 2017-2020 são "apenas uma estimativa" feita pela PSP, tratando-se de "uma reflexão interna".

No documento, a PSP projeta, para os próximos cinco anos, a saída do ativo de um elevado número de polícias e a continuidade de transferências de agentes para as polícias municipais de Lisboa e Porto, o que "acentua uma permanente pressão sobre o dispositivo operacional e de apoio à atividade operacional".

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