Cavaco encara dívida de Passos à Segurança Social como caso de pré-campanha

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Cavaco encara dívida de Passos à Segurança Social como caso de pré-campanha

A ver: Cavaco encara dívida de Passos à Segurança Social como caso de pré-campanha

Foto: Rafael Marchante, Reuters

Questionado este sábado sobre a carreira contributiva do primeiro-ministro, o Presidente da República alegou que não deve comentar "lutas político-partidárias" num período em que "já se sente um certo cheiro de campanha pré-eleitoral". Cavaco Silva pede ainda aos partidos que "concentrem o seu trabalho na resolução dos problemas do país".

O Presidente da República recusa-se a comentar as recentes notícias sobre a dívida de Pedro Passos Coelho à Segurança Social.
Cavaco Silva falava aos jornalistas à margem das comemorações dos 125 anos da Unicer, que contaram também com a presença do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.



"Tenho muita experiência para distinguir o que são jogadas partidárias e o que são outras matérias. Peço aos partidos que se concentrem nos reais problemas do país", afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre a polémica. O Chefe de Estado considera que comentar casos como aquele que envolve o primeiro-ministro é uma tarefa que cabe aos comentadores políticos.
 
"É esse o seu ofício, o seu modo de vida, comentar todo o tipo de polémicas politico-partidárias", lançou o Presidente.

 O inquilino do Palácio de Belém aproveitou ainda para deixar um conselho aos responsáveis políticos: "Concentrem o seu trabalho na resolução dos problemas do país, no combate ao desemprego, às situações de pobreza, à competitividade da economia".
"Urgência da demissão"
Na sexta-feira, o PS considerou que as primeiras respostas do primeiro-ministro às questões que lhe foram remetidas a partir do Parlamento revelavam um comportamento “incompreensível e inaceitável”. Vieira da Silva defendeu mesmo que só Cavaco Silva entendia conservar Passos no poder.

Passos Coelho, disse Vieira da Silva, só “continua em funções porque assim foi decidido” por Belém. “Por outras razões, o PS já expressou a sua posição de que o calendário eleitoral deveria ser outro, mas respeitamos a decisão do senhor Presidente da República”, acrescentou o vice-presidente da bancada parlamentar socialista..

Também o Partido Comunista critica a postura de Pedro Passos Coelho. Na última noite, o PCP fez mesmo chegar novas perguntas à presidente da Assembleia da República, considerando que o primeiro-ministro omitiu “elementos requeridos” no primeiro bloco de perguntas.

O partido de Jerónimo de Sousa pretende, nomeadamente, apurar “que informação foi prestada pela Segurança Social quanto ao período a que se referia a dívida prescrita no montante de 2.880,26 euros”. E se “foi prestada alguma informação pela Segurança Social relativamente ao facto de a referida dívida se reportar apenas ao período entre 2002 e 2004”.

O partido reafirma a “urgência da demissão” de Pedro Passos Coelho. “Quanto mais fala mais se enterra”, considera mesmo Jerónimo de Sousa.

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