Costa apela a consensos, Passos pede “decoro” ao primeiro-ministro

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O líder do PSD respondeu ao apelo feito por António Costa no sentido de Pedro Passos Coelho “sair do casulo perdido no passado”, em nome de matérias que convidam a consensos políticos mais amplos”. Em resposta, Passos veio pedir “decoro” ao Governo para que não peça aos sociais-democratas que apoiem as políticas de Costa que apenas visam reverter tudo o que o anterior executivo fez.

"Não nos venham exigir, em nome do nosso sentido de responsabilidade, que apoiemos os programas que querem reverter tudo o que fizemos e culpar-nos de todo o mal que existe no país, isso não", argumentou Pedro Passos Coelho este sábado, em Portalegre.

Sandra Machado Soares, António Nunes - RTP

O presidente do PSD fez questão de frisar que o Governo é sustentado por uma maioria de esquerda e que a mesma "não se confunde" com o PSD.

"Temos hoje outro Governo e um Governo que é sustentado por uma outra maioria. Essa maioria não se confunde connosco, não somos nós que apoiamos o atual Governo, é o PCP, o PEV, BE, o PAN e o PS que apoiam o atual Governo", disse.

"E qual é o seu programa? Desfazer o que nós fizemos, este é o programa do atual Governo. Ao cabo de dois meses e meio, o que se conhece do atual Governo é fazer o contrário do que o Governo anterior fez, não me parece um caminho normal", acrescentou.
Costa acena à direita com consensos
As declarações de Pedro Passos Coelho vêm como resposta direta à entrevista concedida pelo primeiro-ministro ao jornal Expresso.

Nessa entrevista, e quando questionado sobre a eventualidade de o recém-eleito Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa tentar “empurrar” o PS a entendimentos com o PSD, António Costa respondeu que entendeu as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa como "um convite a que o PSD se liberte do casulo em que ficou fechado e possa regressar à vida democrática no presente, convivendo com os demais partidos".

"Há matérias que, pela sua natureza, convidam a consensos políticos mais amplos e acho que seria uma pena se o PSD continuasse fechado naquele casulo perdido no passado e não regressasse ao tempo presente", sublinhou o primeiro-ministro.
Ana Cardoso Fonseca, Paulo Maio Gomes, Dores Queirós - RTP

O primeiro-ministro diz que, passado o tempo de eleições, não há adversários e que "a obstrução sistemática seria estranha na democracia portuguesa".

Ainda relativamente a futuros entendimentos com o PSD, António Costa acrescentou: "numa democracia o compromisso e o diálogo político são importantes e não queremos nem pretendemos excluir ninguém desse diálogo".

Apesar do desafio à direita, António Costa adianta que à esquerda o cenário é de estabilidade.

C/Lusa

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