Guilherme Pinto diz que José Sócrates "vai ser muito bem avaliado" nas páginas da história

| Política

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, disse hoje que o ex-primeiro-ministro José Sócrates "vai ser muito bem avaliado nas páginas da história", ao contrário do que as pessoas pensam, considerando que o socialista "fechou o ciclo".

Em entrevista à agência Lusa, Guilherme Pinto foi questionado sobre o futuro político do ex-primeiro-ministro José Sócrates e um eventual regresso a um cargo, tendo respondido não acreditar que "ele esteja disponível para um regresso, `tout court`, à função política".

"O engenheiro José Sócrates será um dia avaliado nas páginas da história e, ao contrário do que as pessoas pensam, vai ser muito bem avaliado, porque os indicadores dirão que tudo estava a correr muito bem até à crise e quando a crise eclodiu fomos traídos em termos internacionais por aquilo que aconteceu e depois houve aquele acontecimento nefasto, o chumbo do PEC IV", considerou.

Na opinião do socialista, "sem embargo da importância do Presidente da República como fiel do sistema, as políticas definem-se a nível da Assembleia da República e do primeiro-ministro" e por isso considera que Sócrates, "neste momento, fechou o ciclo".

"O engenheiro José Sócrates não fez só coisas boas. Agora, pode ter a certeza que José Sócrates tinha a energia, que tentava passar ao país, para resistir às adversidades. Aliás, o país não lhe perdoou porque confiou até ao limite na capacidade de impedir que as adversidades acontecessem e depois sentiu-se como que desiludido quando elas aconteceram, mesmo sem responsabilidade de José Sócrates", afirmou.

Questionado sobre a atuação do secretário-geral do PS, António José Seguro, o presidente da Câmara de Matosinhos defendeu que nas "circunstâncias difíceis que o país atravessa, tem tomado as posições que se impunham e, portanto, o caminho é estreito, mas tem de ser percorrido".

Sobre o atual executivo, Guilherme Pinto afirmou que a "mesma insensatez que os levou a chumbar o PEC 4 é a mesma insensatez que trazem para o Governo".

"Percebeu-se bem nos primeiros meses que não sabiam ao que vinham e que o governo não tem condições para funcionar, porque é demasiado curto e há pastas importantes que têm a dificuldade de os responsáveis não poderem estar atentos a tudo", criticou.

Para o socialista, "este é o Governo da frustração nacional".

"Há aqui um debate a fazer, mas o problema deste Governo é que como chegou sem preparação, passou ao experimentalismo e agora está desorientado. Portanto, na minha opinião, dificilmente conseguirá encontrar o caminho", afirmou.

 

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