Jorge Moreira da Silva sublinha importância da autonomização do PSD

| Política

O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva, que viu os seus poderes reforçados neste Congresso, salientou hoje a importância da "autonomização entre o partido e o Governo", tendo Rangel elogiado esta escolha de Passos para primeiro vice-presidente.

Jorge Moreira da Silva vai ocupar funções como "coordenador permanente" da comissão política do PSD e da atividade política do partido, anunciou hoje o presidente social-democrata Pedro Passos Coelho, que também apontou Moreira da Silva como seu primeiro vice-presidente.

"Assim como o dr. Passos Coelho optou por não partidarizar o Estado, também quis deixar claro que o partido se deve concentrar nos seus desafios eleitorais, as autárquicas e as legislativas, mas também na produção de ideias, de inspiração, o desenho de uma agenda de crescimento e emprego", afirmou Moreira da Silva, em declarações aos jornalistas no intervalo para jantar do XXXIV Congresso do PSD.

Questionado se este reforço de poderes significa que lhe foi "feita a justiça", Moreira da Silva considerou essa questão "irrelevante".

Também à saída do Congresso, e questionado sobre os nomes da direção anunciados por Passos Coelho, o ex-candidato à liderança do PSD Paulo Rangel diz que estes vão trazer "mais agilidade e dinâmica" ao partido.

"Concordo sim, sobretudo com uma solução muito inteligente de entregar a tarefa da coordenação política a Jorge Moreira da Silva", afirmou.

Questionado por que aceitou novamente encabeçar uma lista conjunta com Pedro Passos Coelho ao Conselho Nacional, Rangel destacou o valor da unidade, que considera ter-se também refletido ao longo do Congresso.

"Há críticas pontuais, mas com a situação tão difícil em que o país está, o partido tem de estar unido", sublinhou.

Por sua vez, a deputada e dirigente da bancada social-democrata Teresa Leal Coelho declarou-se honrada por ir integrar a direção do PSD como vice-presidente e adiantou que vai, "sobretudo, fazer a ponte entre o partido e o Parlamento".

Teresa Leal Coelho disse ter sido convidada por Passos Coelho "pouco antes" deste ter anunciado ao Congresso as suas escolhas para os órgãos nacionais do PSD.

"É uma honra e é um privilégio, neste momento tão difícil de Portugal, poder dar um contributo tão abrangente quanto possível para reformar Portugal, para refundar Portugal, para mudar Portugal", afirmou.

No seu entender, as alterações feitas na Comissão Política do PSD mantêm "uma parcela do Governo" no partido, mas alargam a equipa de direção a "um conjunto de pessoas que não são membros do Governo".

"Portanto, parece-me que se vincou ou aprofundou essa diferenciação entre Governo e partido", considerou.

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