Marcelo Rebelo de Sousa apela para que se "vá mais longe" na circulação entre países ibero-americanos

| Política

O Presidente da República apelou hoje para que se "vá mais longe" nas políticas de circulação de pessoas entre países ibero-americanos e de língua portuguesa e considerou ser "pouco e pobre" cimeiras entre governantes apenas de dois em dois anos.

"Não basta que os chefes de Estado e de Governo, por muito importante que seja, se encontrem periodicamente, ainda que fosse todos os meses e não de dois em dois anos, ou mesmo anualmente. É pouco, é pobre", afirmou o presidente da República, a pouco mais de uma semana da cimeira entre países ibero-americanos.

A cimeira de chefes de Estado e de Governo Ibero-Americanos, realiza-se nos dias 28 e 29 de outubro em Cartagena de Índias, Colômbia, onde será apresentado um documento aprovado hoje sobre políticas de juventude no Fórum "Um novo Futuro", no âmbito de Braga`16 Capital Ibero-Americana da Juventude.

Marcelo Rebelo de Sousa falava em Braga, na sessão de encerramento do Fórum "Um novo Futuro", na qual explicou que se vive "num tempo em que a velocidade da mudança científica, económica e tecnológica é incompatível com uma certa forma de funcionamento das instituições, isso passou".

Por isso, considerou, "há que ajustar" as instituições: "Se se quer mesmo acreditar na comunidade, há que construir todos os dias essas comunidade", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "ou se acredita na criação de comunidades ou não se acredita", deixando um outro apelo.

"Se atuarmos em conjunto com circulação de ideias e pessoas iremos muito mais longe do que isoladamente. Mas para isso é preciso criar um clima cultural para a circulação de ideias e de pessoas", referiu.

"Um dos problemas da comunidade ibero-americana e na própria CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa] é haver tantos travões, tantas fronteiras à circulação das pessoas. Há que ir mais longe nessa circulação. Sabemos que é difícil", considerou.

Num discurso pautado por apelos, principalmente à juventude, o chefe de Estado terminou deixando um pedido aquela faixa etária da sociedade, apontando um problema ao nosso país.

"Um dos problemas em Portugal é a divisão do país em dois países etários, em que há um país que avança a um ritmo, que tem uma forma de comunicação com o mundo e dentro de si, e há outros país, com outro ritmo, outra forma de perceção do mundo e de comunicação com um mundo", enquadrou.

"Há que pedir à juventude um esforço complementar, se quiserem suplementar, é que além de liderar a inovação, de avançar para o futuro, que não se esqueça do resto da comunidade, que não quebrem pontes com o resto da comunidade", apelou.

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