Misericórdia do Porto promove formação a 30 jovens em risco de exclusão

| Política

O provedor Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, anunciou hoje o início do projeto "Arco Maior" que, através de uma "colaboração alargada", com outras entidades, visa dar formação e "projetos de vida" a jovens em risco.

"O que se pretende é dar um sentido e fazer um projeto de vida para muitos jovens que não conseguem acabar a escolaridade obrigatória e necessitam de ser enquadrados de novo no sistema de ensino, ainda que seja num sistema de ensino mais profissional", explicou à Lusa António Tavares.

A Santa Casa da Misericórdia do Porto assinou hoje com a Universidade Católica do Porto um protocolo para formar 30 jovens "em situação de abandono e exclusão social" que ainda não estão "aptos para frequentarem as diferentes ofertas formativas existentes".

O projeto "Arco Maior", cuja primeira etapa decorrerá durante o ano letivo 2013-2014, conta ainda com a colaboração de mecenas, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, das comissões de Proteção de Menores e Jovens em Risco e do Ministério da Educação, que no final vai certificar as habilitações dos jovens, indicou António Tavares.

Para já, a iniciativa vai abranger "30 jovens" que vão ser "indicados pelas comissões de Proteção de Menores e Jovens em Risco e pelas próprias escolas da zona", revelou o provedor.

Admitindo que o total de jovens a precisar de apoio é "muito mais substancial", porque "são bastantes os jovens que abandonam o sistema de ensino formal", António Tavares explica que este "é o universo que neste momento é possível atingir".

"Trata-se de um projeto-piloto que começa agora", afirmou.

A "primeira etapa do projeto" diz respeito ao ano letivo 2013-2014 e no fim "vai ser avaliado".

"Se os resultados, como espero, forem positivos, a parceria vai ser renovada", adiantou António Tavares.

Integrar os jovens que se encontram em deriva social, desenquadrados de qualquer sistema de educação e formação, em percursos escolares e profissionais é um dos objetivos do projeto.

O "Arco Maior" pretende ainda assegurar a esses jovens "formação e certificação equivalentes ao 6.º ou ao 9.º ano de escolaridade".

 

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