Nicolau Santos considera Assunção Esteves indigna do cargo

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O director-adjunto do Expresso, Nicolau Santos, acusou a presidente da Assembleia da República de “autoritarismo” e condenou duramente a citação em que Esteves equiparava a “carrascos” a centena de manifestantes que hoje interrompeu durante mais de dez minutos o debate parlamentar. Segundo Santos, a presidente do parlamento demonstrou que “não merece seguramente ocupar o segundo cargo na hierarquia de um Estado democrático”

Assunção Esteves aconselhara o líder da bancada social-democrata a não intervir sobre a interrupção e a manter-se dentro da ordem de trabalhos que dizia respeito à mobilidade na Função Pública. E fundamentara o conselho com uma citação de Simone de Beauvoir: "Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes".

Nicolau Santos lembra que Simone de Beauvoir se referia com a frase citada à “opressão nazi sobre os franceses durante a II Guerra Mundial”. E acrescenta: “equiparar cidadãos portugueses que se manifestavam na casa da democracia a torturadores e carrascos nazis é inadmissível - e é totalmente inaceitável que seja a presidente da Assembleia da República a fazer essa comparação”.

O jornalista considera, em consequência, que “o povo português merece seguramente um pedido de desculpas por parte de Assunção Esteves” e que esta não merece presidir ao parlamento.

Era já conhecido e vinha de trás o fascínio de Assunção Esteves por aquela citação da filósofa francesa. Já em 31 de Maio de 2006, quando eurodeputada do PSD, se referia à prisão norte-americana de Guatánamo afirmando que esta “não define os limites do direito e da política, mas definir os limites do direito e da política é uma exigência básica dos princípios de justiça. É essa a maior vitória da democracia sobre o terrorismo. Usando as palavras de Simone de Beauvoir, não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes”.

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