O Sábio

10 Fev, 2017 | Episódio 29

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O Sábio

10 Fev, 2017 | Epis�dio 29

Perante o enorme temporal que se sente na Vila de Montemor, são vários os pedidos de auxilio que chegam ao quartel dos bombeiros. Valentim vai distribuindo as tarefas pela corporação, e Domingos acusa algum cansaço, mas o comandante não lhe dá descanso.
No restaurante Sericaia também se sentem os estragos da tempestade. Júlia e Alzira estão sem luz, com as arcas frigoríficas desligadas e preocupadas com os prejuízos que podem vir a ter. Raúl tenta resolver o problema no quadro da electricidade, mas não consegue, pelo que vai procurar ajuda de um eletricista que tenha um gerador para resolver o problema.
Valentim e Arnaldo estão no clube de pesca, e assim que conseguem controlar a inundação provocada pela chuva recebem outro pedido de auxilio e seguem para a Pecuária onde estão pessoas e animais em risco.
Gil chega dos pavilhões da Pecuária e informa Romão que conseguiram recuperar a maior parte dos porcos, mas houve uma vara deles que foi com a enxurrada. Romão, furioso, dá indicação para que os apanhem e comenta que os Bombeiros tinham de estar a resolver a situação. Finalmente, quando ouve a sirene fica mais descansado.
Manuela fica irritada pela emissão ser interrompida, mas continua a receber telefonemas de pessoas preocupadas com o temporal e às quais vai aconselhando a acenderem as suas velas de auxilio. Cândida diz-lhe que a tempestade é obra do demo e que importa estarem todos juntos. Manuela lamenta Romão estar na pecuária em vez de estar com a família.
Debaixo do intenso temporal, Jorge vai visitar Pedro que está a tentar controlar os danos. Jorge menciona que o temporal já deve ter dado cabo das produções agrícolas e Pedro sai de imediato, dizendo que Carmen precisa dele.
Felícia e Carmen também estão muito atrapalhadas pela chuva intensa que cai. Rogério chega vindo dos terrenos e dá a má notícia de que as estruturas não se aguentaram com o vento forte que soprou. Luís tenta ir ajudar, mas Carmen relembra-o de que deve estar em repouso absoluto.
Sofia, que está na farmácia, aguarda que a eletricidade seja reposta quando recebe um telefonema de Luís preocupado com ela. No telefonema, Luís conta-lhe que a tempestade está a destruir as culturas.
Felícia, alarmada, vai ter com Luís para lhe dizer que Carmen saiu de casa para ir aos terrenos a meio do temporal. Apesar de ter ido acompanhada por Rogério, Luís quer ir ter com a mãe, mas Felícia não o deixa sair de casa.
Carmen dá-se conta dos estragos, e fica desolada pelas estufas estarem destruídas e ter perdido a maior parte da mercadoria guardada. Carmen pede a Rogério que separe no armazém tudo o que esteja em condições. Apesar do pedido de Rogério para não o fazer, Carmen sai para os campos das lavandas e ervas aromáticas, que estão alagados.
No caminho, debaixo de um intenso temporal, Carmen tem a sensação de ter ouvido a voz de Pedro, mas prossegue, até ao momento em que quase cai de exaustão e é Pedro quem a socorre. Carmen, desolada, diz-lhe que perdeu tudo, mas Pedro diz-lhe que não há perda que não traga um ganho, Nesse momento a chuva pára e surge no céu um intenso arco-íris. Valentim chama por Carmen e entretanto Pedro desaparece inexplicavelmente. Carmen fica confusa com o seu súbito desaparecimento. Valentim acompanha-a a casa, e ao despedir-se dela dá-se conta de que ela está a arder em febre.
No restaurante o gerador já está a funcionar e por isso Alzira, com a ajuda do Gabriel, vai separando os alimentos que ainda estão em condições. Enquanto executam a tarefa, Alzira conta-lhe que a defende das embirrações da avó Júlia. Raul está de saída para o quartel.
À chegada ao quartel, Domingos está preocupado com o Almansinho porque pode não ter sobrevivido ao temporal. Evelina desdramatiza a situação, relembrando-o de que não existe Almansinho. Domingos comenta que sem monstro não há ambulância, pelo que vai à albufeira.
Pedro Homem acabou de regressar à cidade onde nasceu e onde passou a maior parte da sua vida (Montemor-o-Novo). Mas de onde desapareceu sem deixar rasto e esteve misteriosamente ausente durante 20 anos.
As razões do seu desaparecimento foram sempre alvo de especulação. Pedro era uma figura popular na cidade, conhecido por fazer as pessoas olharem para a vida por outra perspetiva - e com isso gerou milagres que sempre recusou serem da sua responsabilidade. Na verdade, Pedro tem um dom inexplicável: por vezes vê o futuro. Mas as visões do futuro podem ser simultaneamente uma bênção e uma armadilha. Pedro é, aliás, o exemplo disso: quando ainda jovem, vê a sua namorada, Carmen, vestida de noiva num caixão, com um anel de noivado que perceciona ter sido dado por ele. Como se o destino o avisasse que nunca poderiam viver juntos, talvez por sentirem um amor maior que o mundo.
Pedro acaba por se envolver, já jovem adulto, com Manuela, e tem uma filha com ela. Mas vive então momentos tempestuosos e recebe uma séria ameaça de morte. Para sobreviver, tem de abandonar Montemor - perdendo o contacto com a filha de 5 anos, Sofia. Parte sem dizer nada a ninguém porque não conseguiria explicar uma outra visão que marca a sua vida: o coração dele e da filha estão ligados por um laço especial do destino. Se aquela ameaça de morte se cumprisse e ele morresse, a sua filha morreria também.
Porque voltou Pedro agora? Pela filha? Por Carmen? Por ele próprio?
Montemor-o-Novo está diferente, nestes 20 anos muita coisa mudou. Manuela é entretanto uma taróloga famosa. Carmen explora uma quinta de produção biológica. Sofia é farmacêutica.
Mas há coisas que se mantêm: o Clube de pesca onde os velhos amigos de Pedro ainda se reúnem, o quartel de Bombeiros onde estão sempre prontos os soldados da paz mais divertidos do país e a influência subterrânea e maliciosa de Cândida, a chamada ?bruxa do Alentejo? e mãe de Manuela.
O Sábio é uma estória passada numa cidade antiga e sábia, grande o suficiente para guardar muitos segredos que vão agora ser revelados.