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O Conde d´Abranhos

O Conde d´Abranhos

Géneros

  • Séries Nacionais

Informação Adicional

A história privada de Alípio Abranhos e a sua ascensão social

A série decorre à volta da história de Alípio Abranhos, homem de genealogia meio confusa - algo entre relações adúlteras e a roda das crianças abandonadas de um convento de Penafiel-, bacharel em Direito que adquire o título de conde.

A ação passa-se no séc. XIX, exatamente em 1871, na ressaca das Conferências do Casino e no momento em que José Fontana, Azedo Gneco, Antero de Quental e outros lançam as bases da Fraternidade Operária, semeando as ideias republicanas, socialistas e operárias que resultavam das várias soluções políticas que se ensaiavam por toda a Europa. Face a este vento de modernidade, Alípio Abranhos emerge como um hesitante, alguém que se afasta deste debate por razões de mero cálculo político e social. O seu objetivo é claro: quer casar rico e fazer carreira à custa da cunha. Para tanto escuda-se numa imagem moralista e preconceituoss, mas na realidade é um boémio que gosta de genebra (que bebe em segredo) e de mulheres (que escolhe num escalão social que não permite o escândalo). Para consolidar a carreira não olha a meios: despreza o pai, corta relações com a madrinha que o educou, representa junto de padre Augusto a encenação de um católico fervoroso, adula a sogra pela qual nutre um ódio profundo, trai o dirigente Cardoso Torres que o levou para a ribalta da política, conseguindo chegar a ministro. Por acaso, ministro da Marinha, ele que apenas vira uma vez o mar e odiava barcos.

Ficha Técnica

Título Original
O Conde d´Abranhos
Intérpretes
Paulo Matos, Sofia Alves, NIcolau Breyner, Rui Luis, entre outros
Realização
António Moura Mattos
Produção
Antinomia Prods.
Autoria
Francisco Moita Flores, baseado na obra de Eça de Queiroz
Música
Paco Bandeira
Ano
2000
Duração
60 minutos