RTP2
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QUEM V, QUER VER

A nova RTP2 nasce de um acto de vontade, enuncia uma escolha e contém um convite.

A criação de uma nova imagem e de uma nova marca para o canal é, em si mesma e antes de tudo o mais, um gesto criador. Um gesto criador que não perde de vista o melhor da nossa tradição. A nova RTP2 parte desse pressuposto e avança na direcção de todos os que inscrevem no presente a novidade, a interrogação, o inconformismo, novos saberes e sentidos originais. Aproxima-nos desses muitos que acolhemos e damos a conhecer no ecrã. Sublinha o gosto e o gozo pelo desafio de cortar com a mera reprodução do já visto. É uma abertura ao risco, a um futuro por explorar.

Sem imposição externa de uma qualquer necessidade de mudança, a nova imagem surge como vontade da Direcção de sublinhar o seu entendimento da relação do canal com os públicos, os criadores e o espaço audiovisual. É uma novidade que transporta uma intencionalidade. Mais do que a ruptura com o passado, o seu motivo principal é o desejo do que ainda não foi visto, mas que daremos a ver.

A escolha é a de sempre. A opção pela qualidade, a inteligência, as margens e o experimentalismo. Aliada à intransigência com a mediocridade, a preferência pelas múltiplas sugestões contra o discurso único, o gosto pela crítica nos antípodas da unanimidade. A opção por uma linguagem televisiva apostada em oferecer a fruição da cultura e do conhecimento.

O convite é o da nova assinatura. Convite a ver para além do óbvio, para captar segundos sentidos. Convite que sintetiza um compromisso em sintonia com o público: quando nos vê, quer mesmo ver… o que ainda ninguém lhe mostrou.

A nova RTP2 é credora de quantos, ao longo dos anos e em especial no segundo canal da RTP, deram o seu melhor para criarem um público televisivo atento, crítico e exigente. A sua nova imagem só foi possível graças a muitos contributos e intensos debates. Aos criativos, profissionais e estruturas que connosco trabalharam, bem como às diversas pessoas e equipas da RTP que estiveram envolvidas neste processo se deve o resultado a que chegámos.

Num espaço de mutações tão aceleradas como o da televisão, o futuro está sempre por desenhar. O que não nos impede de afirmar esta nova imagem e esta nova marca como um promissor ambiente para nos levar até ao limiar da televisão digital. Estamos certos do estímulo e do desafio que representam para a equipa da RTP2, para os nossos parceiros e para todos os que a vão tornar ainda melhor e mais aliciante para os públicos que amanhã nos vão querer escolher.

Jorge Wemans
Maro 2007
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