Desporto
espectáculo
popular Desde sempre o desporto
tem despertado no ser humano um interesse e fascínio
incomensuráveis. Já desde a Roma e Grécia antigas que assim é.
E nesta década de 60 também não era diferente, sobretudo em
Portugal, em relação ao ciclismo. As notícias que chegavam lá
de fora, das competições internacionais onde Joaquim Agostinho
vencia etapas sentado no seu selim com a força e energia de um
campeão, animavam os portugueses. Mas na verdade, era um evento
em especial que tomava conta completamente do verão e das
atenções e paixões portuguesas: a Volta a Portugal em
Bicicleta. |
A
Volta,
de 1957 ao futuro Em boa
verdade, a Volta já era transmitida para as televisões
portuguesas desde 1957, mas foi a pouco e pouco que se foi
agigantando e transformando num acontecimento único no nosso
país. Hoje, muitos são os
meios técnicos e humanos postos ao serviço da transmissão das
"Voltas". Em pleno pino do Verão ninguém estranha que
haja helicópteros no ar com repórteres a acompanhar o pelotão e
os fugitivos, ou motos e uma autêntica parafernália de
equipamento técnico das várias equipas. Contudo, nesta década
de 60, e
ainda que tais equipamentos não fossem possíveis, a verdade é
que as dimensões do acontecimento a nível nacional eram
idênticas, com toda a população mobilizada para o apoio à
Volta e aos atletas. |
A
RTP a
dar a Volta Se hoje há uma
tradição na transmissão da Volta a Portugal em Bicicleta, isso
em boa medida se deve à RTP. Quando ainda só tinha poucos meses
de vida, já transmitia o acontecimento, e posteriormente, a pouco
e pouco, foi aprendendo com a experiência e desenvolvendo mesmo
um estilo próprio e característico. Para tal contribuíram
vários nomes do jornalismo desportivo. Um deles é indissociável
desta época, o redactor José Manuel Marques. Por várias
vezes fez a cobertura da Volta, e em volta toda uma equipa de
operadores e motoristas davam forma a uma transmissão ímpar,
andando a par dos ciclistas,
empoleirados nas motos ou nos tejadilhos dos carros de emissão. |