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1960 - 6 de Dezembro Nasce o "TV Rural", programa que viria a ficar "no ar" até 15 de Setembro de 1990, marcando assim 30 anos da televisão e da vida do Engº. Sousa Veloso, uma figura para sempre eterna nos pertugueses. |
1960/69 O Telejornal mantém-se como um dos programas com mais horas de emissão. O agravamento dos conflitos nas colónias portuguesas também para isso contribui. Mas são várias as reportagens ao longo de 10 anos: a visita papal, a chegada do homem à lua, as vitórias portuguesas no desporto europeu e mundial, e até a situação política nacional. Uma equipa em esforço máximo e sempre em conflito com a censura, cuja bitola nem sempre deixava uma margem muito grande para que os portugueses pudessem saber o que acontecia e qual a sua real dimensão para o contexto nacional, europeu ou mundial... |
O Teleteatro continua a merecer a atenção e o culto dos telespectadores, com serões a exibir produções de grande qualidade. |
1960/69 Os estúdios do Lumiar e o salão de festas do Casino do Estoril são palco para grandes figuras da música, artistas de renome mundial que as câmaras da RTP captaram para a história. |
Concursos: foram muitos, com igualmente muitos prémios e descobertas que vieram a tornar-se depois grandes figuras da televisão. Saiba mais... |
Durante esta década a programação infantil assumiu um papel mais forte na televisão e junto do público. A equipa que levou este projecto a bom porto tinha nomes que hoje são uma referência e que então fizeram maravilhas. Eis alguns deles: João Lobo Antunes, Paulo Ramalho, Maria da Conceição Cabral e Júlio Isidro. |
1960/69 Programa eterno da RTP, o "TV7" acompanha também toda esta década de 60. Um magazine de actualidades que punha em revista os acontecimentos mais importantes de cada semana. Pedro Moutinho e o eterno Fernando Pessa apresentaram muitos dos programas. |
1960 Nuno Fradique realizou, desde os estúdios do Porto, no Monte da Virgem, um programa da autoria e apresentação de António Pedro: Conversas Sobre Teatro. Uma presença serena e voz amena numa conversa de curiosidades, factos, explicações e com muita magia nas palavras. |
Aparecem pela primeira vez as séries míticas, como "Os Vingadores", "Missão: Impossível", ou "Bonanza", que marcam profundamente os anos 60. Algumas virão mesmo a ser transpostas para a tela mágica do cinema nos anos 80 e 90. Gradualmente, as séries televisivas viriam mesmo a tornar-se um dos tipos de programas mais visto, e não era para menos. Senão veja porquê... |
António Lopes Ribeiro e António Melo são os rostos de um programa mítico que está no coração de muitos portugueses, bem como da própria RTP: Museu do Cinema. |
O Padre António Ribeiro amplia a comunicação da Igreja, com o programa "O Dia do Senhor", tornando-se na altura uma importante figura dos ecrãs da televisão para os telespectadores. |
1960 - Março Começam as transmissões da missa de domingo. Isso obrigou, primeiro de tudo, a que fosse construída uma capela apropriada para a gravação do programa no estúdio do Lumiar. |
1960 - 24 de Setembro Com uma forma algo "revisteira", recordando grandes temas um pouco diferentes dos tempos do "yé-yé" que então se viviam, surge "Melodias de Sempre", um programa que teve na figura de Jorge Alves uma apresentação sempre à altura. O programa, esse, era não só um grande espectáculo de televisão, mas um acontecimento consagrado pelo público. Só assim se justifica ter estado no ar durante 9 anos, marcando profundamente esta década de 60 no panorama televisivo português. |
1961/1962 - 1 de Novembro O Telejornal passa a incluir a informação do tempo de forma mais detalhada, fruto da colaboração com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), mas ainda em locução. É só a partir de 1 de Novembro de 1962 que o "Boletim Meteorológico" passa a contar com a apresentação dos próprios técnicos do SMN, que iam propositadamente ao estúdio do Lumiar. Anthímio de Azevedo foi uma das figuras que ficou na memória dos portugueses. |
1963 Surge TV Jazz, um programa para os apaixonados do Jazz, que então não o perdiam por nada, e mais globalmente para todos os amantes de música. |
A Casa do Pessoal da RTP organiza a primeira Corrida TV, no Campo Pequeno. As câmaras da RTP transmitem o evento para todo o país, onde participaram em frente ao touro: João Branco Núncio, Manuel Conde, José Mestre-Baptista, Alfredo Conde e os Forcados Amadores de Lisboa e de Montemor-o-Novo. |
1963 - 31 de Dezembro Depois de feitas as contas, era um facto consumado: pela primeira vez os filmes tinham ocupado o maior tempo da programação: 394h e 59m. |
1964 Segundo as palavras do produtor Melo Frazão, "Dói-Dói é um cão que sabe o que diz". Um programa que marcou o horário infantil e cativou a amizade dos mais pequeninos. |
1964 É a estreia de "Riso e Ritmo", um programa de humor muito "nonsense", com 'gags' humorísticos entre o irónico e o absurdo. Idealizado e protagonizado por Francisco Nicholson e Armando Cortez, contava ainda com a colaboração de José Mensurado. |
O ano de estreia do "Grande Prémio TV da Canção Portuguesa". Em Portugal, o evento passou depois a ganhar a imagem "glamourosa" e o estatuto de um verdadeiro espectáculo mediático a nível nacional. O vencedor dessa noite, António Calvário, representaria semanas mais tarde Portugal no "Concurso Eurovisão da Canção", em Copenhaga. |
1965 "Ao Serviço da Nação" é um programa que surge pela necessidade de mostrar aos portugueses o quotidiano das Forças Armadas pelas regiões de África. Da Guiné, Luís Miranda e António Silva trazem reportagens que não escondem a evidência de guerra. Depois, já com Jorge Teófilo e Alves da Silva, seguem para Moçambique, onde a realidade não diferia grandemente. O que então se dizia serem "missões de guerra e de paz" tornava visível, cada vez mais, que era a primeira que verdadeiramente correspondia à realidade. |
1965 - 23 de Outubro Com o arranque do novo ano escolar começam também as emissões regulares da Televisão Escolar e Educativa. |
"As Árvores Morrem de Pé", uma das peças de teatro que marcaram para sempre os espectadores e as noites de televisão. Gravada no Teatro Avenida, com público presente, esta foi a última peça com que Palmira Bastos apareceu nos ecrãs de televisão, mas foi igualmente uma da suas melhores actuações de sempre, cujo ponto explosivo da peça pode aqui rever através do vídeo. Basta clicar. Quanto ao tratamento televisivo, todo ele esteve a cargo de Fernando Frazão. |
1967 As transmissões de festivais, concertos, óperas e bailados assumem cada vez mais importância. A cooperação com a rede Eurovisão não está alheia a esse facto. A transmissão dos concertos dirigidos por Leonard Bernstein, no Carneggie Hall, em Nova Iorque, são disso um exemplo. Os espectadores, esses, agradeciam. |
1967 É o ano do "Discorama", um programa da responsabilidade de Carlos Cruz e Diniz de Abreu, com a realização a cargo de Luís Andrade. Falava-se de tudo o que estava relacionado com o mundo da música, numa linguagem nova, diferente, por vezes transigente com tudo menos com o bom gosto e a inovação. Um programa que criou os videoclips, quando ainda estes não existiam em parte alguma, tendo sido depois enviandos para a Europa. |
1968 "A Sapateira Prodigiosa", peça protagonizanda Amália Rodrigues, é a produção nacional referência do ano. |
1964/1968 A RTP sempre teve grandes nomes a falar com os seus espectadores. David Mourão-Ferreira foi um deles. Desde os tempos do "directo", Mourão-Ferreira foi uma presença constante na vida da RTP. Já em 1964 havia apresentado "Hospital das Letras", e agora em 68 retomava o diálogo com o espectador, em "Imagens da Poesia Europeia". |
Um homem apaixonado pela palavra, um homem culto e um comunicador nato, Vitorino Nemésio assina neste ano um programa mágico: "Se Bem Me Lembro". Um programa de conversas que o viria tornar bem popular junto do público. E a sua presença tão natural na televisão enganava mesmo - é que era uma absoluta estreia de Nemésio em frente às câmaras. Mas o tempo viria a torná-lo, com justiça, uma presença assídua e importante. |
1969 - 8 de Janeiro A conselho de Ramiro Valadão, o prof. dr. Marcello Caetano avança para a frente das câmaras, e surge em casa dos portugueses a falar na caixa mágica num programa com um absoluto mas dissimulado objectivo político. "Conversas em Família" foi o nome escolhido. |
1969 - Maio Em Maio de 69, quando em Houston se preparavam para revolucionar a história do Homem no espaço, em Portugal a "revolução" era feita mesmo em frente às câmaras. Raúl Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia, com Luís Andrade na realização, criavam o "Zip-Zip", absolutamente um dos programas mais influentes na história da televisão portuguesa, e mesmo na história do país. |