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INDAGAÇÕES

PROVEDOR DO TELESPECTADOR
Indagações, Provedor do Telespectador - Provedores, Comunicação, RTP
2010-10-25 12:05:28

Indagações, Provedor do Telespectador

"JOGO BRAGA SIVENSSPORT"


Na sequência de algumas mensagens dirigidas por telespectadores, foi respondido pelo Gabinete de Apoio aos Provedores, em resumo, que a razão da não transmissão do jogo em causa pela RTP tinha a ver com o facto de o mesmo não ter sido gravado na origem, esclarecimento dado pela Direcção de Informação, área de desporto.

De imediato telespectadores se dirigiram ao Provedor, referindo que a explicação dada não era verdadeira, já que o jogo havia sido transmitido por uma cadeia de televisão turca, tendo estado também disponível na internet.

Voltamos a contactar a estrutura com competência em matéria de desporto, tendo o respectivo responsável remetido o texto que a seguir se reproduz.

"Sobre a eventual transmissão televisiva dos jogos do SC Braga na Taça Intertoto, a informação transmitida telefonicamente ao Gabinete de Apoio aos Provedores foi a de que a RTP não tinha qualquer informação sobre a existência de cobertura televisiva do desafio a realizar na Turquia (1.ª mão) de modo a permitir uma eventual transmissão integral, o que não estranhávamos, por se tratar duma situação recorrente, nesta competição e numa fase tão prematuro da mesma.

Ainda hoje, a RTP continua sem ter qualquer informação sobre a eventualidade dos direitos televisivos do referido jogo terem estado disponíveis para transmissão internacional. Porque, ao contrário do que sucede sistematicamente, não foi oferecida à RTP a possibilidade de negociar os referidos direitos, o que nos levou a concluir que a cobertura televisiva do jogo, na Turquia, não tinha o nível de produção requerido para uma transmissão internacional, directa e integral.

Aliás, apesar do que dizem os jornais, desconhecemos efectivamente os contornos da transmissão efectuada pela televisão turca. Foi directa ou diferida? Foi integral ou tratou-se da exibição dum resumo alargado? Teve difusão nacional ou apenas regional? O padrão de produção estava de acordo com as exigências duma transmissão internacional?

Também informámos o Gabinete de Apoio aos Provedores, no aludido telefonema, que o SC Braga jamais havia concedido à RTP a possibilidade de efectuar a transmissão integral do jogo da 2.ª mão, em Braga.
E explicámos porquê. O SC Braga contactou a RTP, com insistência, no sentido de negociar a cedência dos direitos de transmissão televisiva dum torneio internacional que pretende organizar no início de Agosto. Porém, jamais manifestou vontade de negociar os direitos de transmissão de qualquer jogo da Taça Intertoto.
Soubemos, pelas notícias nos jornais do dia, também, que o SC Braga está a negociar essa cedência de direitos com a Sport TV. As negociações estarão quase concluídas, acreditando naquilo que contam os jornais.

Esperamos que esta informação seja suficiente para esclarecer qualquer mal entendido que possa ter existido e que lamentamos."

"Alguns telespectadores dirigiram-se ao Gabinete do Provedor reclamando do facto de a Volta à França em bicicleta não ser objecto de emissão em canal aberto, assim como mostravam receio de que as próximas transmissões dos Jogos Olímpicos pudessem também ocorrer em canal codificado.

Assim, por indicação do Provedor do Telespectador, pediram-se esclarecimentos sobre a matéria ao Senhor Director de Informação, cuja resposta se transcreve de seguida.


Em resposta á solicitação, envio as seguintes informações:

1. Volta a França
Por não estar classificado como Evento de Interesse Generalizado do Público e não contar com a participação de qualquer atleta português, não existe qualquer incumprimento legal na não exibição da Volta a França em "canal aberto".

Ainda assim, ao fim-de-semana, num momento em que o volume de público potencialmente interessado em assistir ao evento cresce exponencialmente, a RTP 2 cuida de retransmitir a parte final da etapa, em "canal aberto".

Durante a semana, entende-se que os programas regularmente exibidos em canal aberto são mais apropriados e adequados ao interesse dos públicos que seguem a RTP 1 e RTP 2, durante a tarde, do que a Volta a França, foco de interesse dum público minoritário e específico.

Ainda assim, por se tratar duma relevante manifestação desportiva profissional, de grande tradição histórica, a RTP concede-lhe uma tratamento informativo excepcional ao transmitir a etapa de cada dia, em directo, no canal RTP N. Critério ao qual se podem sobrepor outros acontecimentos de superior importância, como sucedeu há dias com o debate parlamentar do "Estado da Nação", causa do cancelamento da transmissão da 6.ª etapa do "Tour" na RTP N.


2. Jogos Olímpicos
A RTP dedicará, no mínimo, 16 horas diárias da sua programação de "canal aberto" à transmissão dos Jogos Olímpicos de Pequim (em média, 10,5 horas diárias na RTP 2 e 5,5 horas na RTP 1), entre 8 e 24 de Agosto. Também, cerca de 10 horas diárias da programação da RTP N estão reservadas para a cobertura informativa dos Jogos. Os conteúdos olímpicos a transmitir em "canal aberto" privilegiarão, em primeiro lugar, a participação dos atletas portugueses - estimando-se que a RTP 1 transmita em directo a participação de todos os atletas portugueses que atinjam finais.

Desde que disponível no sinal televisivo internacional gerado na China, toda a participação de atletas portugueses em fases preliminares será transmitida, preferencialmente em directo, na RTP 1 ou RTP 2.

Além da participação de atletas portugueses, serão igualmente condições relevantes para a transmissão de competições olímpicas em "canal aberto": a popularidade da modalidade; a quantidade de praticantes a nível nacional; e a intervenção proeminente de atletas lusófonos ou de países com importantes comunidades residentes em Portugal.

Aliás, com o propósito de cumprir estes critérios com maior proximidade, a RTP fará deslocar a Pequim uma equipa de aproximadamente duas dezenas de profissionais."




"FESTIVAL RTP DA CANÇÃO - 2008"


Vários telespectadores dirigiram queixas ao Provedor sobre o Festival RTP da Canção, as quais tinham por base o processo de escolha da canção vencedora, assim como o modo como o mesmo acabou por se desenrolar na prática.

A questão mereceu a particular atenção do Provedor do Telespectador, o qual dedicou mesmo um dos seus programas A VOZ DO CIDADÃO a estamatéria. (Programa emitido em 5 de Abril no canal 1.)

Porém, para mais fácil consulta e esclarecimento dos telespectadores interessados, sempre se dirá, relativamente aos dois pontos anteriormente citados:

1. PROCESSO DE ESCOLHA DA CANÇÃO Embora esta matéria não seja da competência do Provedor do Telespectador, foi possível apurar junto dos serviços que o processo de escolha da canção vencedora foi o mesmo que irá ser utilizado pela Eurovisão, quando se processar a escolha da canção no Festival da Eurovisão, isto é, o televoto dos telespectadores na canção da sua preferência.

2. MODO COMO SE DESENROLOU O TELEVOTO Segundo explicações fornecidas pela PT Comunicações, S.A. - operador a quem foi solicitada a efectivação do serviço -, os equipamentos informáticos adstritos à prestação foram objecto de ataques organizados com origem em vários locais (hackers) que, ao sobrecarregarem osistema, impediram o seu correcto funcionamento.

Contudo, os responsáveis da PTC acrescentam que «esta acção de sobrecarga afectou a performance do sistema, o que teve como consequência que telespectadores não tenham obtido confirmação do sucesso das suas votações, não obstante o sistema ter registado todasas chamadas efectuadas». Esclarece ainda a PTC que «esta ocorrência não teve impacto no resultado final do Festival da Canção 2008».

Como nota final, esclarece-se que o facto de as chamadas terem ficado todas registadas, se por um lado permite concluir pela ausência de impacto dessas chamadas no resultado final da votação, por outro permitirá o ressarcimento de todos os espectadores lesados pela cobrança de um serviço não prestado e que o venham a reclamar junto da PT Comunicações."




"EMISSÃO PARCIAL DO FILME «UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO»"


Foram recebidas pelo Provedor do Telespectador inúmeras queixas, todas elas relativas à emissão parcial do filme «UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO», no Canal 2 da RTP, no passado dia 9 de Março.

Na sequência do que antecede, foi contactado o Director de Emissão e Arquivo no sentido de averiguar as causas dos factos descritos, o qual esclareceu ter havido um erro de planeamento, o qual considerou o filme em causa com um tempo de emissão mais curto do que o seu tempo real, o que implicou que, esgotado o tempo pré-determinado, a emissão tivesse avançado para o programa seguinte, conforme estava previsto. Do facto a RTP informou os telespectadores, através da inserção de um ticker (lombriga), dando conta do sucedido e que o filme seria oportunamente programado.

Acrescenta-se que o mesmo filme - «UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO» - se encontra programado para o próximo sábado, dia 15 de Março, pelas 23H15".




"DIREITOS DE TRANSMISSÃO - JOGOS DE FUTEBOL ÉPOCA 2007/2008"


Na sequência de várias reclamações de telespectadores chegadas ao Gabinete do Provedor do Telespectador, foi contactada a Direcção de Informação no sentido de esclarecer quais os direitos de transmissão detidos pela RTP no que concerne às principais competições, nacionais e internacionais, daquela modalidade.

Da informação obtida poderá fazer-se a seguinte síntese:


I. Bwin Liga

a)Transmissão directa de um jogo nos seguintes serviços: RTP: África, RTP Internacional, RTP Madeira e RTP Açores. Este jogo é, obrigatoriamente, o jogo transmitido pela TVI.
b)Transmissão de um jogo em diferido, pela RTP: África e RTP Internacional, à escolha de entre os demais jogos da jornada.


II. Taça UEFA

a)Nos Quartos de Final, nas Meias Finais, na Final e na Supertaça da Europa, transmissão de um jogo por cada mão, de uma equipa portuguesa presente na competição. Apenas no caso de não haver equipas portuguesas em prova é que a RTP pode transmitir um dos outros jogos.
b) Na fase inicial da competição, os direitos poderão ser adquiridos caso a caso.


III. Liga dos Campeões

a)
Transmissão directa de um jogo por jornada, sempre à terça-feira, com a excepção de só haver uma única equipa portuguesa em prova e essa equipa jogar à quarta-feira.
b) Transmissão directa da Final.


IV.Taça da Liga Um jogo por jornada."




"OPERAÇÃO TRIUNFO"


Relativamente à edição do passado dia 1 de Dezembro do programa em epígrafe, recebemos das Associações signatárias a queixa que a seguir se transcreve:

"Exmo. Sr. Doutor José Manuel Paquete de Oliveira,

A Comissão de Bairro do Alto Cova da Moura, vem apresentar a seguinte crítica/reclamação:
Na gala da Operação Triunfo, apresentada no passado dia 1 de Dezembro, o membro do Júri, Sr. Nuno Markl, trazia vestida uma t-shirt com as palavras "Universidade Cova da Moura", tendo a apresentadora do Programa, Sílvia Alberto, tecido algumas considerações, tipo "piadas", alusivas à Cova da Moura, pouco éticas, extremamente desagradáveis e infelizes para com este Bairro e os seus habitantes.

Num tão prestigiado programa deveria de haver o cuidado de não proferir tais considerações. Neste Bairro, como em tantos outros, residem pessoas de todo o tipo, como é óbvio as considerações ditas pela Apresentadora, causaram algum "mal-estar".

Não querendo empolar a situação, esta Comissão de Bairro, em representação do Bairro e dos seus moradores, solicita por este meio que seja efectuada uma rectificação pública pela positiva sobre as "piadas" proferidas negativamente no referido programa.

Gratos pela atenção que possam dispensar a este assunto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Associação de Moradores do Bairro do Alto Cova da Moura
Associação Cultural Moinho da Juventude
Associação de Solidariedade Social do Alto Cova da Moura
Centro Social e Paroquial Nossa Senhora Mãe de Deus da Buraca.
"


Na sequência do que antecede, tentou o Gabinete de Apoio aos Provedores contactar directamente a Apresentadora Sílvia Alberto, no sentido de lhe dar a conhecer a posição dos telespectadores queixosos, bem como obter a sua posição face ao sucedido.

Não tendo, porém, sido possível o acesso directo à Apresentadora em questão - o qual apenas através da sua Agente se torna possível -, entendeu este Gabinete remeter o teor da queixa apresentada à Agente da Apresentadora Sílvia Alberto, a fim de a mesma, caso o entenda, tomar a posição que tiver por mais adequada.




"LIGA DOS CAMPEÕES - DIREITOS DE EXIBIÇÃO"


O tema em epígrafe tem suscitado algumas mensagens dirigidas ao Provedor, todas elas manifestando estranheza pelos critérios que levam à transmissão de certos jogos em detrimento de outros.

Com o objectivo de tornar claro a todos as razões que tal determinam, contactou o Gabinete de Provedores o Senhor Subdirector responsável pela área do Desporto, o qual esclareceu a situação que envolve a transmissão dos jogos da Liga dos Campeões.

Desde logo, e como pressuposto, a disponibilização dos direitos não é integral relativamente à competição, significando isto que os detentores dos direitos de transmissão vendem "a retalho" os direitos sobre jogos individualmente considerados, pelo que há vários operadores de televisão com direitos de emissão de jogos da LC.

Enquadrado no esquema descrito, coube à RTP a transmissão de um único jogo por jornada, obrigatoriamente à terça-feira, excepto se nessa terça-feira não jogar nenhuma equipa portuguesa. Neste caso, pode a RTP emitir o jogo da equipa portuguesa que se realize na quarta-feira.
Note-se que o sorteio determinou que o Benfica e o Porto jogam no mesmo dia, metade dos jogos à terça-feira e metade à quarta-feira, sendo que o Sporting joga em dia desencontrado - quando as duas primeiras equipas jogam à terça, o Sporting joga à quarta, e inversamente.

Assim, a margem de manobra da RTP na escolha dos jogos a emitir é muito reduzida, nada tendo seguramente a ver com a qualidade das equipas nem com a sua posição na classificação nas provas nacionais."




"OPERAÇÃO TRIUNFO"


Número significativo de telespectadores dirigiu-se ao Provedor do Telespectador, apresentando críticas ao modo como estava a decorrer a emissão da Operação Triunfo, designadamente discordando da duração dos resumos diários - 5 (cinco) minutos -, e de a sua emissão apresentar horários dispersos de exibição.
Na sequência das mensagens dos telespectadores, foi contactado o Director de Programas, no sentido de esclarecer as opções tomadas, já que as mesmas suscitaram reacções negativas em muitos dos telespectadores; a resposta foi-nos remetida pelo Produtor Delegado da Operação Triunfo. Transcreve-se de seguida as mensagens atrás referidas.
«Ex.mo Senhor Director de Programas,
Nuno Santos
Em nome do Provedor do Telespectador venho transmitir o seguinte:
Tem vindo o Provedor a receber  bastantes  e-mails sobre a OPERAÇÃO TRIUNFO. Manifestando agrado pelas duas primeiras séries, entendem que desta vez tem sido desvalorizado.
Queixam-se sobretudo sobre os programas diários:

a) por  terem apenas 5 minutos;
b) pelos  horários  dispersos na grelha a que são exibidos.
Para que possa ser dada uma explicação aos telespectadores venho solicitar, nomeadamente às alíneas a) e b,)  um esclarecimento de V. Ex.ª.
Com os melhores cumprimentos
Chefe de  Gabinete dos Provedores
Fernanda  Mestrinho»

«Cara Fernanda Mestrinho,
Cabe-me como produtor delegado do programa OPERAÇÃO TRIUNFO, responder ás questões evocadas pelos nossos telespectadores.
Em relação à desvalorização desta 3ª série face às anteriores, é uma questão com a qual não concordamos, visto que a OPERAÇÃO TRIUNFO 2007 tem sido uma grande aposta da RTP, tal como se pode comprovar pelo horário que ocupa na nossa grelha aos dias de semana e muito especialmente ao Sábado e Domingo.
Quanto as questões dos 5 minutos diários e dos horários dispersos, gostávamos de fazer notar que a OPERAÇÃO TRIUNFO é vista sobretudo como um grande programa semanal, que é emitido em directo ao sábado e em prime time. Quanto aos espaços diários a estratégia é diferenciada, também porque existem nesta fase no mercado televisivo programas que sendo distintos no seu conteúdo são formalmente semelhantes. Há no entanto um programa de 5 minutos, emitido diariamente (e sempre no mesmo horário) antes do PREÇO CERTO EM EUROS, e que é acompanhado normalmente por cerca de 1 milhão de espectadores. Existe um segundo bloco que tem 20 minutos e que está assumidamente programado no chamado late-night onde se concentra um número significativo dos espectadores pertencentes aos targets que são maioritários no programa, designadamente os públicos 15/24 e 25/34.
Gostávamos também de lembrar, que sendo este programa acompanhado em larga escala por um público jovem isso significa que são espectadores muito disponíveis para as novas tecnologias o que, sem juízos de valor, poderá a par da possível identificação com alguns concorrentes, determinar o fluxo reivindicativo assinalado no Gabinete do Provedor.
Cumprimentos,
João Silva
RTP / Direcção de Programas
Departamento de Operações de Produção de Lisboa»
"




"LIGA DOS CAMPEÕES - DIREITOS DE EXIBIÇÃO"


O tema em epígrafe tem suscitado algumas mensagens dirigidas ao Provedor, todas elas manifestando estranheza pelos critérios que levam à transmissão de certos jogos em detrimento de outros.
Com o objectivo de tornar claro a todos as razões que tal determinam, contactou o Gabinete de Provedores o Senhor Subdirector responsável pela área do Desporto, o qual esclareceu a situação que envolve a transmissão dos jogos da Liga dos Campeões.
Desde logo, e como pressuposto, a disponibilização dos direitos não é integral relativamente à competição, significando isto que os detentores dos direitos de transmissão vendem "a retalho" os direitos sobre jogos individualmente considerados, pelo que há vários operadores de televisão com direitos de emissão de jogos da LC.
Enquadrado no esquema descrito, coube à RTP a transmissão de um único jogo por jornada, obrigatoriamente à terça-feira, excepto se nessa terça-feira não jogar nenhuma equipa portuguesa. Neste caso, pode a RTP emitir o jogo da equipa portuguesa que se realize na quarta-feira.
Note-se que o sorteio determinou que o Benfica e o Porto jogam no mesmo dia, metade dos jogos à terça-feira e metade à quarta-feira, sendo que o Sporting joga em dia desencontrado - quando as duas primeiras equipas jogam à terça, o Sporting joga à quarta, e inversamente.
Assim, a margem de manobra da RTP na escolha dos jogos a emitir é muito reduzida, nada tendo seguramente a ver com a qualidade das equipas nem com a sua posição na classificação nas provas nacionais."




"PROGRAMA BOMBORDO"


1. Na sequência da emissão no passado dia 12 de Agosto do programa "BOMBORDO", sob o tema «ILHÉU DAS ROLAS UM PARAÍSO SUBAQUÁTICO», o Gabinete do Provedor do Telespectador recebeu algumas queixas relativas a determinadas afirmações feitas naquele programa. (Como exemplo dos textos recebidos, transcreve-se apenas a posição de um dos telespectadores queixosos.)

Pela especificidade da matéria e pelo interesse das participações dos telespectadores, o Provedor entendeu partilhar esta questão, procedendo à sua publicação nesta página.

QUEIXA
 "No programa Bombordo, sobre o ilhéu das Rolas foi proferida a afirmação por mais de uma vez que a pesca submarina ameaçava pargos, tubarões e tartarugas. Ora as tartarugas não são alvo de pesca submarina, nem os tubarões, que em contrapartida morrem aos milhares em redes e artes de pesca! Os pargos são pescados de todas as maneiras, incluindo em pesca submarina, não se entendo o porquê de ser esta a ameaçá-los em particular! A pesca submarina é pouco praticada e muito limitada, restringida quer á capacidade física de quem a pode praticar, quer pelas condições meteorológicas e do mar que a permitam. Há um factor de risco real e que na pesca dos tubarões é por demais óbvio e faz dela ainda mais limitada e restrita. As afirmações proferidas são falsas e revelam por parte de quem as fez no programa, uma nítida e enorme falta de informação e de rigor. Limitou-se a repetir o que lhe terão dito, sem se informar e confirmar, apenas passando uma imagem falsa e que denigre uma actividade tão sã e desportiva, como selectiva e amiga do ambiente. Os centros de mergulho que defendem os seus interesses económicos sob uma capa de "defesa do ambiente" e "aventura para todos", é que por sistema tentam passar essa imagem de impedir a pesca submarina para que possam ter assim só para eles o acesso ao mar.
O Bombordo no passado esteve com a equipa nacional de pesca submarina na preparação do Campeonato Euro africano de Lagos, de que fez uma reportagem, que a FPAS ajudou a pagar... é caso para perguntar se alguns centros de mergulho "pagaram" para se dizerem tais falsidades que de resto são óbvias!!! Só colocam mal a credibilidade do programa e quem as profere."



2. Na sequência das posições manifestadas pelos telespectadores, o Gabinete de Provedores contactou os responsáveis pela produção do programa, os quais responderam do seguinte modo:

Na elaboração do texto sobre o meu documentário «ILHÉU DAS ROLAS UM PARAÍSO SUBAQUÁTICO», foi levado em conta a constatação de factos observados, por mim e minha equipa, ao longo de 10 viagens efectuadas ao Ilhéu das Rolas, entre 1998 e 2004, onde foram feitos cerca de 500 mergulhos, em toda a zona do Ilhéu e Sul da Ilha de São Tomé.
No que se refere aos pargos lucianos, é verdade que são esquivos e de difícil caça, mas no Ilhéu das Rolas foi observado que são curiosos e se aproximam dos mergulhadores ,  tanto em água livre como em tocas e grutas , São, de facto, dos peixes mais procurados pelos caçadores submarinos e aqui esclareço que estes são caçadores submarinos locais que se dedicam semi profissionalmente deste tipo de pesca, não deixando no entanto de ser caça submarina, já que são utilizados para o efeito todos os utensílios usados por aqueles que o fazem desportivamente. Também foram observados, por algumas vezes, caçadores submarinos desportivos, que conjuntamente com os caçadores submarinos tradicionais, caçaram vários tipos de peixes, incluindo os pargos lucianos.
No que diz respeito às tartarugas, foi observado que caçadores submarinos locais praticam a sua pesca já que para alem da carne, certos órgãos das tartarugas são considerados como tendo poderes afrodisíacos, pelo que a sua procura é muito acentuada pelas populações locais. O centro de mergulho existente no Ilhéu das Rolas durante bastante tempo efectuou a compra de tartarugas capturadas por esses caçadores,  para posteriormente e depois de tratadas serem devolvidas à liberdade. Esta captura embora feita pelos caçadores submarinos locais,  não é feita por arma com arpão, mas sim com um gancho fino e afiado sem barbela que provoca um pequeno ferimento nas tartarugas. Não foram observados quaisquer caçadores submarinos desportivos a caçarem as tartarugas, ao contrário no que diz respeito aos tubarões de areia. Por várias vezes foram observados caçadores submarinos desportivos com tubarões de areia e raias ratão capturados e que foram exibidos diante de nós, como troféus. Mas estes casos não são muito frequentes. O que é frequente é a caça submarina feita por praticantes locais a estes tubarões já que a sua carne é muito apreciada localmente. Até à data da minha última deslocação ao Ilhéu das Rolas não tive qualquer informação de proibição da caça submarina ou qualquer outra arte de pesca para esse local.
Devo acrescentar que pratico actividades subaquáticas há mais de 4 décadas, começando pela caça submarina durante mais de 20 anos, em Angola, Cabo Verde, Açores, Portugal Continental e no Ghana. Sou mergulhador profissional há 27 anos e mergulhador amador desde 1968. Já realizei 3 documentários sobre o Ilhéu da Rolas e vários outros sobre diversas regiões. Colaborei na elaboração de alguns livros e guias  sobre peixes (Cabo Verde, Angola e São Tomé) e assim sendo nada tenho contra quem pratica a caça submarina como desporto já que também a pratiquei. Apenas constato os factos e apresento-os como tal procurando contribuir para um melhor conhecimento e preservação do mar já que este, como todos sabemos, é finito.
Queiram aceitar os meus melhores cumprimentos.
João Sá Pinto"



3. Na sequência da explicação dada pelo responsável do programa "BOMBORDO", dois telespectadores replicaram, dizendo o seguinte:

"Ao Gabinete do Provedor do Espectador
Sobre o assunto em questão, cumpre-me agradecer o Vosso interesse e a forma como procuraram esclarecimento. Estou portanto totalmente satisfeito.
No entanto e sobre a resposta do autor do documentário, merece-me o seguinte comentário de que Vos dou também conhecimento:
Considero um mau serviço de informação o comentário onde se afirma que a pesca submarina põe em perigo as referidas espécies, porque o faz de forma genérica e sem destrinçar se é pesca desportiva, artesanal, profissional ou o que seja! È uma declaração que atinge a todos e por igual, sendo por isso injusta e sobretudo errada, que apenas tem como denegrir a imagem da pesca submarina.
A minha experiência leva-me a desconfiar de que poderá haver um objectivo menos claro, como o levar a que seja interditada a pesca submarina... propósito habitual em muitos operadores de mergulho e uma estratégia também já conhecida, por parte de quem vende um  "conservacionismo para turistas" e se "preserva" para vender, ao que o autor pode até ser estranho, mas com o currículo que afirma ter, não creio!
A sua afirmação de que fez pesca submarina é tão mais grave quanto omite que um peixe do mais desconfiado e difícil de aproximar que existe  (o que eu afirmo também apoiado em 40 anos de pesca submarina em Angola, Moçambique, Brasil e no Pacífico, onde houvesse os tais Lutjan), seja eventualmente confiante com um mergulhador, será  por força da profundidade e do tempo de permanência para ganhar essa confiança, fora do alcance de um pescador submarino em apneia.
Continua a ser injusto e neste caso até de modo bem mais grave, na forma como se refere aos pescadores locais, gente de poucos recursos que dependem do que pescam para sobreviverem e que poderão vir a ser impedidos de pescar, para prazer egoísta de mergulhadores-turistas, com poder económico, oriundos de países e lugares onde o peixe se come nos restaurantes ou compra no supermercado. Ignora "por amor ao mar", a dura existência e a necessidade real na subsistência de quem não possui um frigorífico abastecido nem supermercado aonde ir... e nem o dinheiro para tal.
Talvez o seu apregoado currículo lhe tenha embotado alguns sentimentos de compreensão da realidade de gente de existência muito dura que não vai ao mar por gozo ou para fazer um filme com finalidade comercial e sim porque se o não fizerem, passam fome! Serão mais importantes as tartarugas ou os tubarões que tradicionalmente comem desde muito antes de ter sido inventada a câmara de filmar? Ou o seu bem-estar de seres humanos? Quem extingue tubarões e tartarugas são as linhas e redes industriais, para deleite e usufruto do Mundo desenvolvido.
Porque será que estes filmes são sempre feitos onde haja Resorts ou outras estâncias do género, de turismo e de luxo? Nunca vi ninguém ainda fazer documentários em locais remotos numa Equimina onde há muito para ver e mostrar mas se tem de aguentar a dureza do local, ou em Pangane, onde os leões ainda comem pessoas... mas não há evidentemente outras coisas a que se liga muito mais!
Penso que não será preciso dizer muito mais e que para bom entendedor...
Que faça os seus filmes, lhe desejo, mas que deixe os comentários e julgamentos de lado, ou então que aprofunde o seu saber sobre as gentes e as coisas.
Com os melhores cumprimentos"

"Ex.mo Sr.
É portador, sem dúvida alguma, de um palmarés invejável e que eu muito dificilmente conseguirei igualar. Curiosamente, é igualmente portador de outras duas "sinas" quase sempre presentes no palmarés de um mergulhador com escafandro autónomo: foi praticante de caça submarina; não hesita em apontar o dedo a esta actividade em primeiro lugar no que diz respeito aos problemas de recursos marítimos.
Deixe-me então começar pela minha brevíssima e pouco ilustre história subaquática. Comecei este nobre desporto aos 6 anos, tenho 28 e muito amor pelo mar e pelo mundo. Ao longo dos anos aprendi muito, sobretudo no que diz respeito à conservação do meio para que possa, também eu, iniciar os meus filhos no seu amor pelo mar. Apenas e só.
De seguida, perdoe-me a displicência, mas não acredita realmente que não havia necessidade de fazer a distinção entre a caça submarina amadora e a caça submarina profissional? Diga-me que não acredita realmente nisso! A mim esclarece-me que se tratam dos pescadores submarinos locais e que, citando, "por algumas vezes", em conjunto com os pescadores locais. Presumo igualmente que o "algumas vezes" se resumem a uma infinidade uma vez que muito poucos serão os que se poderão dar ao luxo de organizar um "safari subaquático". Citando novamente, "Mas estes casos não são muito frequentes. O que é frequente é a caça submarina feita por praticantes locais a estes tubarões já que a sua carne é muito apreciada localmente."
Impõe-se uma clarificação pública destas diferenças. A título de exemplo, é semelhante a afirmar que os caçadores submarinos também são responsáveis pelo desaparecimento dos atuns, uma vez que também os capturam desportivamente.
Pela experiência de Vª.Exª., impõe-se uma diferenciação racional entre o tipo de pesca praticado nos mais diversos locais do mundo. Muitos outros, com igual experiência, não partilham da v. opinião e também eles teriam uma palavra a dizer, tivessem porventura, um lugar, um cantinho num canal público.
Atenciosamente"





"INDAGAÇÃO EFECTUADA JUNTO DA DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO RELATIVA À TRANSMISSÃO" DIRECTA DA SUPER TAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA


Senhor Director Luís Marinho,
Fora dirigidas a este Gabinete inúmeras queixas de telespectadores insurgindo-se contra a interrupção da transmissão directa da Super Taça Cândido de Oliveira, ocorrida no passado dia 11 de Agosto. Segundo relatam as centenas de telespectadores que se nos dirigiram, o corte do directo impediu a assistência à parte final do evento, no caso a entrega da Taça ao vencedor e das medalhas aos vencidos, bem como a festa dos vencedores (imagens).
Esta, aliás, será a terceira vez em que tal facto se verifica, tendo já ocorrido situações semelhantes na final da Taça de Portugal e na Final dos Campeões Europeus.
Nos termos da lei, solicita o Provedor do Telespectador informação sobre os factos descritos, bem como a explicação para o facto de a emissão ter sido truncada.
Com os meus cumprimentos,
Pel' A Chefe de Gabinete
M. Carmo Arantes
RESPOSTA DA DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO
28 de Agosto de 2007
Dr.ª Maria do Carmo,
Em relação a esta queixa, esclareço:
A interrupção no final do jogo para publicidade ocorreu devido à informação por parte dos responsáveis pelo encontro - Federação Portuguesa de Futebol - de que a cerimónia de entrega de medalhas e da taça ocorreria dentro de 8 a 10 minutos.
A equipa da RTP foi surpreendida pela antecipação da cerimónia quando o intervalo já estava "no ar".No entanto, toda a cerimónia foi emitida, em diferido, apenas alguns minutos depois.
Melhores cumprimentos,
António Luís Marinho




"INDAGAÇÃO EFECTUADA JUNTO DA DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO RELATIVA À TRANSMISSÃO DAS COMEMORAÇÕES DO DIA 10 DE JUNHO"


«Senhor Director Luís Marinho,

Foram recebidas neste Gabinete algumas queixas de telespectadores, reclamando da interrupção da emissão das cerimónias do dia 10 de Junho.
Por todas, remete-se o texto abaixo, cujo teor é representativo das demais posições manifestadas.
Em nome do Provedor do Telespectador, solicito os esclarecimentos sobre esta questão, de modo a poder ser tomada uma posição pelo Provedor.
Com os meus cumprimentos,
Pel' A Chefe de Gabinete
M Carmo Arantes


QUEIXA
"Tem este e-mail a finalidade de apresentar a minha mais veemente reclamação que representa também a de mais uma dezena de pessoas amigas, sobre a arbitrariedade de a RTP ter DECIDIDO não transmitir a cerimónia de condecorações no dia 10 de Junho. Pelo telefone foi-me dito que havia que seguir o alinhamento da programação. Desculparão que lhes diga ser isto prova da maior ESTUPIDEZ alguma vez decidida pela RTP, pois as notícias de "alinhamento" foram as banalidades do costume sempre possíveis de repetir-se nos outros noticiários e condecorações de pessoas cuja existência grande parte dos portugueses só ficaria a conhecer ali e por razões até de orgulho nacional, só acontecem neste dia e são irrepetíveis. Achará a RTP que uma pessoa que chega a um certo estágio da sua vida e merece o reconhecimento oficial e público do seu trabalho e produção e que até já não terá muito mais idade ou saúde para continuar, é matéria de somenos para ser preterida pela escola de Trás-os-Montes para imigrantes? Senhor PROVEDOR, peço-lhe encarecidamente que não deixe cair este e-mail naquela busca de explicações risíveis que já ouvi no seu programa para casos sem desculpa nenhuma. Aliás posso assegurar-lhe que este caso é tão clamoroso que irá ecoar por muitos lugares e por muito tempo...Isto brada aos Céus, senhores!!!"

RESPOSTA DA DIRECÇÃO DE INFORMAÇÃO
Exmo. Senhor Provedor,
Conforme solicitado por V.Exa, esclareço as incidências que envolveram a cobertura das cerimónias do dia de Portugal, e que mereceram o protesto de alguns espectadores:
A emissão foi preparada, como é habitual, com a devida antecedência, envolvendo visitas técnicas ao local e uma grande ligação com o pessoal da Casa Civil da Presidência da República;
Para esta emissão, foram mobilizados os seguintes meios técnicos:
- Um carro de exteriores digital
- 10 Câmaras;
- 1 Helicóptero;
- 2 Feixes digitais, um dos quais a bordo da lancha onde se encontra o Presidente da República;
- 1 Carro satélite para difusão de sinal;
- 1 Steadycam para grandes planos da parada militar;
- 1 Plateau para jornalista e três comentadores;
- 2 Equipas de reportagem.

Foi fornecido à TVI e SIC sinal personalizado do discurso do Presidente da República na sessão solene. A sessão teve início às 10h10, com a chegada do Presidente da República pelo rio, numa transmissão de grande qualidade e sentido estético. Às 11h42, no final da parada militar, as cerimónias tiveram uma pausa de cerca de meia hora, o que obrigou a RTP a encontrar formas de ocupar aquele tempo, tendo-se optado por emitir um primeiro intervalo referente ao bloco das 11h00, seguido de um contacto em directo com o repórter Vítor Gonçalves, a que se seguiu o intervalo do bloco das 12h00. A cerimónia seguiu até às 13h00, altura em que entrou o jornal da Tarde.
A questão coloca-se a partir desta altura.
A Direcção, através de mim, tinha dado instruções no sentido de que a transmissão das cerimónias seguisse até ao seu termo, entrando no final o Jornal da Tarde, uma vez que se previa, como veio a acontecer, que as cerimónias se prolongassem para além das 13 horas.
No entanto, como perto das 13h00 se verificou um ponto morto das cerimónias, com a apresentação de canções por um grupo coral, foi decidido, pelo coordenador do Jornal da Tarde, com acordo do membro da DI contactado, que se avançasse com o Jornal, voltando, de imediato, em directo para a cobertura das cerimónias, que entravam na sua fase final: as condecorações. O Jornal fez a abertura, em directo, nas cerimónias, com intervenção do repórter Vítor Gonçalves, que resumiu o discurso do Presidente da República e anunciou que, de seguida, se seguiria a cerimónia das condecorações, tendo mesmo destacado uma delas, a do bispo D. Manuel Martins, com imagem do próprio, no local. Acontece que o Jornal prosseguiu com outras notícias, tendo regressado, meia hora depois, ao local das cerimónias que, entretanto, acabavam de encerrar.
Tratou-se, sem dúvida, de um erro de avaliação de que a DI assume a total responsabilidade. A transmissão das cerimónias foi feita, sublinho, com grande qualidade e profissionalismo, o que mereceu mesmo uma mensagem de elogio por parte de um assessor da Presidência da República. Verificou-se, no entanto, a ausência de transmissão das condecorações, o que não devia, de facto, ter acontecido.


por : RTP