Astronomia

Prepara
o capacete de astronauta para embarcar numa viagem cósmica alucinante,
pois o tema de hoje é dedicado a ciência muito antiga que
estuda os astros, ou seja, da Astronomia! Vamos conhecer os planetas,
descobrir cometas e estrelas e saber da origem do nosso Universo.
Como é que tu achas que
surgiu o nosso Universo? Houve uma grande explosão!
Essa teoria chama-se “Big Bang”. Com essa
explosão, as densidades de corpos celestes (corpo celeste é
todo tipo de matéria que vive no espaço) mais o calor e
uma complexa relação entre a energia, a matéria,
o espaço e o tempo juntaram-se e aos poucos a formação
do Universo foi acontecendo.
Curiosidade: Sabias
que há muitos e muitos anos, os homens começaram a observar
os movimentos do Sol, da Lua e da Terra
e, foram através desses movimentos, que foi possível criar
os calendários, e assim programar as épocas ideais para
plantio e colheita.
Os primeiros povos que melhor
se dedicaram à Astronomia foram os babilónicos.
Isso foi de 1800 a 400 a.C. e eles até previam os eclipses.
Isso aconteceu em uma época em que não havia telescópios
ou qualquer outro instrumento sofisticado, eram apenas os olhos e muita
vontade e gosto pelo espaço. As primeiras lunetas para observação
do céu surgiram só a partir do século 17, com o filósofo,
matemático e astrónomo Galileu Galilei (1564-1642).
Com o passar do tempo, os telescópios se aperfeiçoaram cada
vez mais e o espaço ficou aparentemente mais perto. Com a ajuda
de modernos instrumentos que foram surgindo e novos estudos na área,
o homem começou a conhecer melhor não só as órbitas
e as massas dos corpos celestes, mas também suas temperaturas,
composições e estruturas. Novas descobertas foram feitas
e estamos a cada nova descoberta espacial, evoluindo no estudo da Astronomia.
Nos anos 50, do século passado, Estados Unidos
e a antiga União Soviética (hoje Rússia)
começaram a brigar para ver quem desenvolvia a melhor tecnologia
para chegar na frente na conquista do espaço. Essa disputa foi
chamada de “Corrida Espacial”, e foi ela
quem iniciou uma nova etapa para os estudos do Sistema Solar.
Hoje, satélites artificiais e foguetes são enviados para
explorar a Lua e os planetas, mandando de volta muitas informações.
Nosso Sistema Solar
No Universo existe um número
infinito de estrelas, sistemas de estrelas e sistemas planetários.
Os sistemas de estrelas são compostos por estrelas que giram em
torno de outras. Nos sistemas planetários, são os planetas
que giram em torno de estrelas. Para nós, a estrela mais importante
é o Sol, o centro do nosso sistema planetário, que chamamos
de Sistema Solar. O Sistema Solar fica dentro de uma galáxia, a
Via Láctea, um gigantesco aglomerado com mais de 100 biliões
de estrelas e muitas nebulosas (nuvens de poeira e gás). Mas o
Sistema Solar não é a única estrela desse show cósmico.
É bem provável que existam muitos outros sistemas planetários
dentro da nossa galáxia.
No nosso Sistema Solar, o Sol é mesmo o centro das atenções!
Em torno dele, orbitam nove planetas: Mercúrio, Vénus, Terra,
Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão, além
de no mínimo 61 satélites, milhares de asteróides
e cometas
Curiosidade: A
nossa galáxia foi baptizada de "Via Láctea" porque
quando ela é vista no céu nocturno parece um caminho de
leite (láctea é um adjectivo que vem de leite e galáxia
vem do grego galaktikos, que quer dizer branco leitoso).
Mas então a nossa galáxia tem a forma de um caminho? Não
é bem assim. Na verdade, ela tem a forma de um disco. Mas, como
o Sistema Solar está situado numa extremidade da galáxia,
temos, daqui da Terra, um ponto de vista lateral. É a mesma coisa
quando tu olhas para um CD, por exemplo. Visto de cima, ele tem a forma
de um disco, mas se tu o vires de lado, ele é apenas uma faixa
estreita.
A Via Láctea é gigantesca e para que tenhas uma ideia da
imensidão vamos utilizar medidas astronómicas, como o ano-luz.
Um ano-luz é o equivalente à distância percorrida
pela luz durante um ano, sendo que a velocidade da luz corresponde a aproximadamente
300 mil quilómetros por segundo. Assim, um ano-luz é o equivalente
a 9,5 triliões de quilómetros. A Via Láctea é
tão grande que possui 100 mil anos-luz de diâmetro!
Vamos conhecer um pouco
sobre o nosso Sistema Solar, ou seja, uma viagem interplanetária
muito fixe!
- O Sol é formado principalmente
por hidrogéio e hélio, e está bem longe da Terra,
cerca de 150 milhões de quilómetros. Sua luz leva pouco
mais de oito minutos para atingir a superfície terrestre. A radiação
emitida pelo Sol é fonte de vida e de energia essencial para a
Terra. A energia solar impulsiona as correntes atmosféricas e marítimas,
faz evaporar a água (que depois cai como chuva e neve), estimula
o processo de fotossíntese das plantas (que fornece a energia para
a sobrevivência dos organismos vivos). Enfim, o Sol é importantíssimo
para a nossa sobrevivência.
Os planetas se dividem em dois
grupos: quatro pequenos planetas rochosos perto do Sol (Mercúrio,
Vénus, Terra e Marte) e quatro planetas mais distantes, grandes
e gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno). Muito pequeno e
gelado, Plutão não está em nenhum dos grupos e fica
de fora.
- Mercúrio é o planeta mais próximo
do Sol. É pequenino e o calor e o frio são insuportáveis.
No lado iluminado, a temperatura fica entre os 430 graus Celsius e no
lado escuro mais ou menos -170 graus Celsius. Mercúrio recebeu
esse nome em homenagem ao deus romano da velocidade, pois sua volta completa
ao redor do Sol é de 88 dias.
- Vénus é mais ou menos do tamanho a Terra.
Enquanto o nosso movimento de rotação demora um dia, o de
Vénus demora 243 dias. É cheio de gás e muito quente.
Recebeu o nome da deusa do amor por ser um planeta bonito de se ver ao
longe.
- Marte é conhecido como o planeta vermelho e
é o quarto planeta em distância a partir do Sol. Assim como
a Terra, Marte também não está desacompanhado: possui
dois pequenos satélites de formas irregulares, com nomes engraçados:
Fobos e Deimos. Antigamente, acreditava-se que existia vida em Marte.
Por enquanto, comprovou-se que existe somente água. O nome veio
do deus da guerra para os romanos.
- Júpiter é o quinto planeta em distância
do Sol e o primeiro dos quatro gasosos. É o maior dos planetas,
apenas mil vezes menor que o Sol, e 11 vezes maior que a Terra. Possui
vários anéis e satélites. Seu nome veio do deus dos
deuses que era o senhor supremo do Universo.
- Pela ordem, Saturno é o próximo. Com
seu sistema de anéis, forma um belo colorido, transformando-o no
mais belo dos planetas. Saturno é também o planeta com maior
número de satélites, mais de 20 identificados até
agora e o segundo maior do Sistema Solar.
- Para desviar das belezas de Saturno, temos Urano, sétimo
planeta em distância do Sol e o terceiro maior. Possui uma órbita
diferente dos outros, sendo na horizontal. Possui uma cor azul-esverdeado.
Nome romano do deus do céu.
- Neptuno é o oitavo planeta. Quatro vezes maior
do que a Terra, ele tem quatro satélites principais e, como Saturno,
também possui anéis, que só foram detectados em 1977.
É o nome do deus do mar.
- Plutão é o menor planeta do Sistema Solar.
não se encaixa em nenhuma classificação anterior
e possui apenas um satélite. Tem uma órbita bem maluca e
é difícil de ser compreendida, tanto que às vezes
chega a entrar em órbita alheia, quer dizer, na órbita de
seu vizinho Neptuno. Plutão passa pela órbita de Neptuno
durante 20 anos dos 248 anos que leva para dar uma volta ao redor do Sol.
- A Lua é o único satélite natural
da Terra. Quatro vezes menor do que nosso planeta, ela também é
iluminada pelo Sol e não tem luz própria. Ao longo do ciclo
lunar, a Lua vai adquirindo formas diferentes para nós que a observamos
daqui da Terra. Mas na verdade sua forma não muda. O que muda é
o quanto podemos ver da face da Lua que está sendo iluminada pelo
Sol. É o único lugar do espaço em que o homem já
pisou.
O ciclo lunar tem quatro fases principais:
Lua Nova: É quando a face da Lua iluminada pelo
Sol não pode ser vista da Terra.
Lua Quarto Crescente: Metade da Lua é reflectida
pela luz do Sol.
Lua Cheia: É quando vemos num círculo toda
a face da Lua que está iluminada.
Lua Quarto Minguante: Como no Quarto Crescente, vemos
metade da Lua iluminada.
Curiosidade: No
dia 20 de Julho de 1969 foi um marco na história da humanidade,
pois o homem, finalmente, conseguiu realizar um sonho, pisou na Lua. Os
primeiros a pisarem em solo lunar foram os norte-americanos Neil Armstrong
e Edwin Aldrin, integrantes da missão Apollo 11. Ao todo, doze
homens foram à Lua.
Sabias que a astronomia foi fundamental na época das Grandes Descobertas?
Pois, os portugueses foram um dos primeiros navegadores a lançarem-se
ao mar e as caravelas e demais embarcações utilizadas se
orientavam no mar pelo conhecimento sobre os peixes, os ventos e as correntes
marítimas e sobretudo pela posição das estrelas.
Os instrumentos usados pelos navegantes daquela época eram: astrolábio,
a bússola e balestilha. O astrolábio permite medir a altura
do Sol sobre o horizonte.
Os navegadores portugueses se orientavam no norte pela Estrela
do Norte mas no sul essa estrela não
é visível, por isso eles se orientaram por uma constelação,
o Cruzeiro do Sul.
A Astrologia e
a Astronomia parecem estudar os mesmos fenómenos:
estrelas, planetas e outros corpos celestes. Porém, existe uma
diferença fundamental: a Astronomia estuda os
aspectos físicos, objectivos e materiais dos corpos celestes, enquanto
a Astrologia estuda o seu aspecto simbólico e
mitológico.
Curiosidade:
Os
maiores telescópios do mundo são os telescópios Keck
que ficam no Havai, Estados Unidos.
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