Macau – A Pérola do Oriente

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Que bom estar novamente com vocês!!!! Aposto que tu gostas de visitar países e zonas bem diferentes de onde vivemos.

Nunca podemos esquecer que o Brincar a Brincar é feito para os nossos amigos portugueses e filhos de portugueses que vivem no estrangeiro. Enfim, para a nossa grande e maravilhosa Comunidade Portuguesa. Hoje vamos falar sobre um sítio muito longe de Portugal mas que é muito querido por todos. É a nossa querida Macau, uma cidade fascinante e que mistura o antigo, com sua longa história e com o moderno. Vamos falar também dos costumes, das tradições, da História e das comidas!

Macau está localizada a sudeste da costa da China, no delta do rio Zhu Hang (rio das Pérolas) A cidade de Macau está numa península que está ligada à ilha de Taipa e à ilha de Coloane. Macau fica bem próximo a Hong Kong, um importante centro financeiro. A História de Macau é bem antiga. Era um porto de pescadores simples que viviam da pesca. No início do século XVI, navegadores portugueses descobriram uma nova rota de navegação entre a Europa e a Ásia, tendo chegado a Macau pela primeira vez, em 1513. Fixaram-se, e foram então durante séculos, o primeiro interposto comercial (depois cultural e religioso) entre o Ocidente e o Oriente.

Curiosidade: De acordo com a tradição a ocupação portuguesa de Macau data de 1557, quando um célebre pirata de nome Chang Tse-Lac foi derrotado nesses mares com a ajuda dos portugueses, o que determinou que o imperador chinês concedesse aos portugueses o direito de se considerarem senhores de Macau.

Foram muitos acordos assinados e várias discussões diplomáticas entre os chineses e portugueses sobre Macau. Foram assinados vários acordos de amizade e reconhecimento. Um em 1887 (quando os chineses reconheciam Macau como parte de Portugal). Quando Portugal e China estabeleceram relações diplomáticas em 1979, Macau ficou reconhecido como território chinês, sob administração portuguesa e em 1987, os dois países assinaram a Declaração Conjunta Luso-Chinesa, onde Macau voltaria a ser da China em 20 de Dezembro de 1999. Em 19 de Dezembro de 1999, Portugal entregou, oficialmente, Macau à China que compromete não mudar a estrutura da região por 50 anos.

Curiosidade: Na Transferência de poderes em 1999, além da cerimónia oficial, houve banquete e Sessão Cultural que mostrou a ligação entre as culturas portuguesas e chinesas com dança e música.

Sobre a Cultura:

São muitas as festividades chinesas, mas nem todas correspondem a feriados em Macau, com excepção do Ano Novo Lunar, do Ching Ming, a Festividade dos Barcos-Dragão (Duplo Cinco), Bate-Pau, Festival do Dragão Bêbado e a Festividade do Outono.

O Ching Ming ou Suprema Luz é o dia em que os chineses e macaenses visitam os cemitérios para prestarem homenagem aos seus antepassados. É o equivalente ao nosso dia de Todos os Santos.

O Duplo Cindo ou Festival do Barco do Dragão é celebrado nos primeiros dias do Verão, onde acontece as corridas de barcos que também se realizam em Hong Kong e Singapura. Este Festival baseia-se na lenda de um poeta. Outra grande festa, essa comemorada apenas em Macau é o Dragão Bêbado, festa organizada por associações ligadas à pesca. O Bate-Pau é um dos raros festivais onde as mulheres podem participar nos rituais, pois após as orações, acontece um grande pic-nic à luz da Lua.

Macau é um óptimo local para se comer. A combinação de comida portuguesa, indiana e chinesa cozinhada pelos macaenses não pode ser encontrada em nenhum lugar do mundo. Os pratos mais comuns são a sopa de barbatana de tubarão, porco agridoce, galinha frita, carne de vaca com vegetais e feijão preparado de inúmeras maneiras, além é claro, dos tradicionais pratos portugueses incluindo bacalhau, serve-se de todas as maneiras (assado, grelhado, estufado ou cozido), rabo-de-boi e coelho, caldo verde e a sopa à alentejana.

Macau é uma mistura de culturas que ao longo desses anos, respeitaram-se e muito, pois as religiões bastante diferentes em filosofias conviveram harmoniosamente esses anos todos. Em Macau é comum ver templos budistas e igrejas católicas. Cada um com o teu estilo próprio de arquitectura.

Ano Novo Chinês
Para todos os chineses de todo o mundo e, também os macaenses este é o “mais importante festival do ano”. Como celebra o princípio da Primavera, e o renascer depois do fim do Inverno, é habitual chamar também essa festa de Festival da Primavera. O primeiro dia do Ano Novo é comemorado entre 15 de Janeiro a 15 de Fevereiro, de acordo com a primeira lua nova depois do Solstício de Inverno (lembras-te que já falamos de Solstício?). Este ano, o Ano Novo Chinês, o Ano do Macaco foi no dia 22 de Janeiro.

Curiosidade: O Ano do Macaco é no calendário chinês o ano de 4702 (no nosso calendário o ano é 2004). É uma grande diferença não? É o ano do Macaco de Madeira ou Macaco Verde (Jia Shen), animal que simboliza a inteligência e a procura de sabedoria, valores muito prezados pela cultura milenar chinesa.

Os preparativos para a festividade começam muito cedo, quase duas semanas antes, com a limpeza às casas, escritórios e lojas como um símbolo de renovação. Tudo tem que estar pronto pelo menos na véspera do Ano Novo, onde a paciência e a serenidade, característica dos orientais é a principal qualidade. Os chineses são muito supersticiosos nesta matéria. O comércio fecha essa época, onde as famílias preparam muita comida. As casas e os templos ficam cheios, onde as pessoas rezam e se divertem vendo e lançando fogos de artifício. É uma festa muito bonita.

Curiosidade: Sabias que a festa dura duas semanas e os funcionários públicos, que nunca podem entrar nos casinos ou nas casas de jogo, são autorizados a tentarem a sua sorte durante os três primeiros dias de festa? Outra coisa muito bonita, além dos fogos é que as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho.

Sabias que dia 3 de Fevereiro, no largo do Martim Moniz a comunidade chinesa que vive em Lisboa festejou o Festival da Primavera? A festa contou com o embaixador da China e com outras várias autoridades tanto chinesas como portuguesas. A festa começou com a dança do dragão e terminou com a entrega dos pequenos envelopes vermelhos, com uma nota de papel lá dentro, simulando um “remimbi” (moeda chinesa) - ofertas que por ocasião da passagem de ano os pais fazem aos filhos e aos amigos, como forma de desejar um ano pródigo e feliz.

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