Uma operação na Guiné
O documentário começa por mostrar a azáfama dos últimos preparativos para uma saída operacional de uma unidade do Exército do seu quartel no interior da Guiné (A grande maioria dos quartéis no "mato" da Guiné, aliás como em Angola e Moçambique, eram constituídos por construções improvisadas feitas pelos militares e, por vezes, por alguns edifícios já existentes do antecedente, ainda em condições de utilização ou parcialmente destruídos, regra geral abandonados, que se adaptavam à instalação dos diversos órgãos e serviços da unidade, mas todos eles sem qualquer espécie de comodidade. Simultaneamente, os militares dotavam-nos de condições de defesa em grau correspondente às necessidades de segurança da sua zona de acção: redes de arame farpado com abas, cavalos de friza nas saídas, paliçadas, abrigos, fortins, campos de tiro limpos que se iluminavam à noite com petromaxes na ausência de energia eléctrica, etc.).
O início do deslocamento é feito em viaturas para, logo que atingida uma zona de menor segurança, parte do pessoal passar a marcha apeada. A partir daí, o itinerário que se encontra em mau estado, devido principalmente ao efeito da época das chuvas, começa a ser picado e procede-se ao levantamento das minas detectadas.
Algum tempo volvido, as imagens só já mostram a marcha apeada de uma unidade em coluna por um, no interior do mato. (De harmonia com o planeamento da operação, por vezes, era solicitado o apoio da Força Aérea para missões de reconhecimento visual, de posto de comando volante, de transporte, de apoio de fogo, etc.)
Neste documentário é mostrado um avião que, pelas suas características, indica estar a servir de PCV (observação do campo de batalha) e, mais adiante, 5 Allouttes 3 que realizam o helitransporte de um Grupo de Combate para as imediações do objectivo. Continuada a aproximação, veêm-se imagens do assalto a uma base e a captura de, pelo menos, um prisioneiro.

Os comentários aos diferentes Documentários foram efectuados em colaboração com a Associação 25 de Abril, e são da responsabilidade de:
Coronel de Infantaria - José Aparício
Coronel de Artilharia – Eduardo Abreu
Coronel Piloto aviador – Villalobos Filipe
Capitão-de-mar-e-guerra – Pedro Lauret
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