Actual Reportagem - Barata Feio - Vietname, Afeganistão, Guerra Colonial
Este documentário apresenta-nos uma realidade que resulta da guerra que três países levaram a efeito em três diferentes Teatros de Operações: Os EU no Vietname, a Rússia no Afeganistão e Portugal em África.

Delas resultaram mortos, feridos, deficientes físicos permanentes e traumatizados a nível do psique. Comum a qualquer dos referidos países o sentimento de abandono a que os veteranos com "stress pós-traumático" devido à guerra foram votados pela sociedade civil, caindo alguns na miséria profunda vivendo como "sem abrigo", tendo por companhia apenas a angústia das suas recordações.

Em Portugal, tardiamente foi reconhecido o "stress de guerra" como doença e a população atingida como doentes a necessitar de tratamento e acompanhamento médico.

O esforço sobre-humano a que Portugal foi chamado durante os treze anos da guerra colonial e que rondou o milhão de combatentes foi agravado pelo facto deste se distribuir por três Teatros de Operações a que se somava a necessidade imperiosa do esforço logístico a uma guerra que se localizava nos territórios africanos do ocidente atlântico (Guiné e Angola) e na parte oriental banhada pelo Índico (Moçambique), provocando grande dispersão dos meios.

Na peça apresentada poderá aquilatar-se da amplidão e similitude de situações no após guerra nos três países referidos e que se encontra perfeitamente reflectida na síntese que os autores apresentam no final do trabalho: « Quando falam da guerra que fizeram em Angola, na Guiné ou em Moçambique, dizem sempre a guerra do Ultramar, nunca dizem a guerra Colonial, apesar de ter sido essa que travaram. É o medo de se sentirem cúmplices num crime que, se porventura o foi, não é a eles que deve ser assacado. Mais do que dos homens que a fizeram, a guerra era de um regime. Colonial, imperialista, expansionista, em África, no Vietname ou no Afeganistão, o drama é que se tratou de guerras com as quais os povos não se identificaram. Ao rejeitá-las, era inevitável que rejeitassem os soldados que as fizeram, ainda que fossem os seus soldados. Em Portugal há mais de 500.000 portugueses à procura da reconciliação com o passado».


Os comentários aos diferentes Documentários foram efectuados em colaboração com a Associação 25 de Abril, e são da responsabilidade de:
Coronel de Infantaria - José Aparício
Coronel de Artilharia – Eduardo Abreu
Coronel Piloto aviador – Villalobos Filipe
Capitão-de-mar-e-guerra – Pedro Lauret
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