As Guerras Antes Da Guerra - Joaquim Furtado (vol. VI)
Nas colónias portuguesas, antes do início da guerra, os brancos têm um nível de vida médio superior ao da metrópole, não deixando, no entanto de recriar hábitos e tradições do Portugal Europeu.

A política de Salazar, de condicionamento da actividade económica nas colónias, gera um progressivo descontentamento nos colonos, que gradualmente vão mostrando desejos de autonomia e até de independência.

A campanha do general Humberto Delgado em 1958 estende-se às colónias havendo claros apoios ao general em Angola, Moçambique e Guiné.

A Casa dos Estudantes do Império em Lisboa, vai ter grande importância na formação de futuros quadros dirigentes dos Movimentos de Libertação. Nomes como Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane, Mário de Andrade, Agostinho Neto entre tantos outros, por aí passam enquanto efectuam os seus estudos em Lisboa.

As Missões Protestantes, oriundas de países europeus democráticos, irão influenciar os africanos na formação de sentimentos de liberdade, favoráveis às lutas de libertação.

A hierarquia da Igreja Católica mantém-se alinhada com o regime nos territórios africanos, no entanto, surgem vozes dissonantes como é o caso do arcebispo da Beira, D. Sebastião Soares de Resende ou o vigário geral da arquidiocese de Luanda, padre Manuel das Neves.

As Forças Armadas portuguesas, até meados da década de cinquenta, estão estruturadas para uma intervenção no teatro de operações europeu no quadro de uma guerra convencional. Os escassos efectivos existentes em África estão preparados para o reforço do continente. Só no final da década de cinquenta é que se começa a pensar na possibilidade de uma guerra em África com características muito diferentes.

Em 1959 militares portugueses vão tirar cursos ao estrangeiro, sobretudo a França, em que novas técnicas e tácticas de contra-guerrilha são ensinadas.

Em Lamego, em 1960, é criado o Centro de Instrução de Operações Especiais que irá formar as 3 primeiras Companhias de Caçadores Especiais que constituirão os primeiros reforços a avançar para Angola.

Movimentações civis na Guiné - 1959 Pidjiguiti - e em Moçambique - Mueda 1960 - dão azo a uma violenta repressão por parte das forças policiais e militares, provocando um número elevado de mortes o que vem acelerar as acções dos Movimentos de Libertação naqueles territórios.

Os comentários aos diferentes Documentários foram efectuados em colaboração com a Associação 25 de Abril, e são da responsabilidade de:
Coronel de Infantaria - José Aparício
Coronel de Artilharia – Eduardo Abreu
Coronel Piloto aviador – Villalobos Filipe
Capitão-de-mar-e-guerra – Pedro Lauret
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