Aníbal Pires

Consenso em defesa dos interesses dos Açores

Em relação às questões que dizem respeito à Base das Lajes, a atitude do PCP Açores tem sido sempre de seriedade e grande responsabilidade política. O PCP tem uma posição conhecida sobre os assuntos de política externa e internacional que é sobejamente conhecida.

Consenso em defesa dos interesses dos Açores Consenso em defesa dos interesses dos Açores
A avaliação da atuação político-militar dos Estados Unidos da América é manifestada nos espaços e momentos próprios. Mas tal não impede a organização do PCP nos Açores, nem poderia nunca impedir, de defender com toda a convicção e com toda a firmeza os interesses da Região, designadamente nos momentos em que poderão estar em causa alterações, não ao quadro do relacionamento bilateral entre estados, nem á perda de importância geoestratégica da Região mas, à forma como os Estados Unidos pretendem manter a sua presença e potencial na Base das Lajes e às repercussões negativas que daí possam advir para a economia terceirense e para e economia regional.

E foi justamente em nome do interesse dos Açores e não com preocupações com objetivos orçamentais estado-unidenses ou, com as alterações estratégicas no seu dispositivo militar no estrangeiro que a Representação Parlamentar do PCP apresentou um Projeto de Resolução, na ALRAA, que visava a defesa dos interesses dos trabalhadores portugueses ao serviço das forças armadas dos Estados Unidos e, por essa via a salvaguarda da Terceira e da Região.

O PCP Açores procurou, assim, apresentar uma proposta que juntasse a firmeza negocial em relação aos postos de trabalho na Base, com a necessidade de um consenso que reforçasse a posição açoriana.

A dinâmica do debate parlamentar e o sentido de responsabilidade evidenciado por todos os partidos com assento na ALRAA proporcionaram um entendimento e um consenso alargado, sobre esta sensível questão.

O entendimento conseguido, com base em 3 Projetos de Resolução (PCP, PS e PSD), resultou na apresentação de um projeto subscrito por estes 3 partidos ao qual se juntou o CDS/PP.

A posição açoriana saiu reforçada e evidencia firmeza negocial. Os Açores, contrariando os arautos da inferioridade, afirmaram com rigor e consciência a sua importância geoestratégica independentemente de cenários e estratégias conjunturais e, ao contrário do que tem sucedido em anteriores negociações os Açores não partem derrotados, à partida, para a mesa negocial.

Na política, como na vida, há momentos definidores, em que a postura que assumimos nos define e marca de forma indelével. Este terá sido um de outros momentos da história parlamentar açoriana.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 27 de março de 2012

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