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Açores, região de letras e livros em tempos de pandemia - Revista 2020 por Terry Costa -

Açores, região de letras e livros em tempos de pandemia- Revista 2020 por Terry Costa -
Açores, região de letras e livros em tempos de pandemia
- Revista 2020 por Terry Costa -

O Mundo foi diferente em 2020. Os eventos literários também tiveram que o ser, mas livros não faltaram para os mais variados gostos. O VI Encontro Pedras Negras reverteu-se a apontamentos on-line com grandes conversas e debates transmitidos através de vídeo e diretos no Facebook.
Os Colóquios da Lusofonia também se apresentaram através de eventos on-line, assim como a terceira edição do Arquipélago de Escritores. Durante o primeiro ano de pandemia, desta geração, dezenas de publicações aconteceram, e estas sim, o leitor pode interagir das prateleiras da livraria até ao seu palco de leitura. Aqui faço questão de destacar algumas das obras da família MiratecArts. 
Álamo Oliveira celebrou os seus 75 anos de vida com 5 publicações na obra completa pela Companhia das Ilhas, esta chancela que também pretende publicar a obra completa de Urbano Bettencourt, um dos mais distintos ensaístas açorianos, que em 2020 adicionou o título Sala de Espelhos. Joel Neto voltou a abraçar o seu primeiro livro, O Terceiro Servo, na reedição pela
Marcador, destacando 20 anos da sua primeira publicação. 
Para uma leitura desafiante, o ano trouxe-nos duas publicações de João Pedro Porto, através de Letras Lavadas: Pássaros de Poente e o romance Alienação.  Carolina Cordeiro saiu do seu registo de pesquisar o tempo para nos dar tempo no diário 3.6.5. ou Um Dia de Cada Vez, enquanto Sandra Fernandes nos ofereceu Energia, um livro de poesia.
Contos da Imprudência foi a publicação do ano de Pedro Paulo Câmara. Afortunados são os que leem. Os leitores de Pedro Paulo Câmara adquirem coisas impensáveis: o direito de respirar no vácuo; a capacidade de ver na cegueira; bilhetes para um universo paralelo; e uma maior compreensão da condição humana."Foi assim que Pedro Almeida Maia apresentou o livro do seu conterrâneo.
 Almeida Maia, este que publicou o livro açoriano que conseguiu mais críticas de
leitores e profissionais. De Manuel Tomás a Onésimo Teotónio de Almeida, o trabalho de Almeida Maia recebeu só louvores. Santos Narciso, em Leituras do Atlântico, declarou Ilha América o "livro do ano", enquanto Miguel Real, no Jornal de Letras, afirmou que Almeida Maia "tem sido o autor que mais longe tem levado esta capacidade de contar (de um modo original) uma história
singular, emprestando-lhe uma fluência sintática, uma imaginação semântica, e uma
impressionante maleabilidade conectiva entre ideias, servidas por palavras encadeadas por uma portentosa liquidez (...)." E, nada melhor para um escritor, do que ver a edição do seu livro esgotada, o que só quer dizer que este ano teremos a segunda edição de Ilha América nas prateleiras e à espera de mais leitores para este voo inesquecível. 
A fechar o ano, Luís Filipe Borges com Nuno Costa Santos e Alexandre Borges, publicaram Mal-Amanhados: os Novos Corsários das Ilhas, baseado na sua bem recebida série televisiva do mesmo nome. "Vitorino Nemésio ficaria alegre e orgulhoso da continuidade das gerações que lhe seguiram," nota Vamberto Freitas. 
Todos estes escritores fazem parte da rede de artistas açorianos, que se encontra em www.discoverazores.eu onde pode descobrir Açores repleto de arte e artistas. Vale a pena bisbilhotar! 
Para 2021, MiratecArs pretende promover o VII Encontro Pedras Negras que destaca os artistas de letras, assim como o Prémio Escrita que aceita participação até final de janeiro.


Terry Costa
(+351) 963 639 996
Associação MiratecArts
 www.mirateca.com