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Filomena Serpa. Poesia: recolha de Carlos Enes

“De poeta só tenho a alma…fervorosa”. A poetisa Filomena Serpa nasceu na Vila das Velas, São Jorge, Açores a 8 de agosto de 1861 e faleceu na vila da Praia da Vitória a 17 de setembro de 1930. A recolha da sua poesia encontra-se agora publicada em livro graças ao empenho de Carlos Enes em dar a conhecer o corpus poético desta jorgense. Felicito-o por este excelente projeto que merece ser divulgado e estudado.

Filomena Serpa. Poesia: recolha de Carlos Enes


Filomena Serpa. Poesia: recolha de Carlos Enes. Instituto Açoriano de Cultura: Angra do Heroísmo, 2017



PORQUE É QUE NÃO ESCREVO
A pedido do suave poeta Ernesto do Amaral

Porque é que não escrevo?! – Os versos hoje em dia
Andam tão desprezados
Que para alguém se atrever
A imprimir, a assinar os períodos rimados
Com nome de poesia
É necessário ter
Estupidez, …(ilegível) ou ….(ilegível) energia!

E então uma mulher! Que mil dificuldades
Que inúmeras censuras
Não tem de suportar!
Se ela cultiva um pouco essas idealidades
Cândidas, doces, puras
Que nos vêm afagar
No meio de infantis, de matinais aromas
Em sonhos cor-de-rosa
Passam-lhe desde logo, os honrosos diplomas
De tola e pretensiosa.

Nos botequins à noite ao som da gargalhada
Os críticos do ofício.
Se está desiludida e desgostosa e céptica
Crente apenas no vício,
Enfim – positivista –
Mostra no seu cantar a animação frenética
Da escola realista
Taxam-na de grosseira e doida e de mil coisas
Que eu agora não junto
Dizendo que ela usurpa a linguagem, o assunto
Dos livros masculinos
E que melhor faria
Trabalhando em casa crochet, mirando figurinos
E deixando a poesia.

Ora se isto é assim
Com que necessidade
Por que hei de eu versejar?!
Que bem, que utilidade
Me pode vir a mim
De imprimir nos jornais
Os versos triviais
Com que iria moer a paciência alheia?!
Ai antes fazer meia
Ou escrever à vaza …
Que nisso tenho eu bem que fazer em casa!

Em vezes, um talento, incontestavelmente
Um talento brilhante, um talento prodígio
Que já ganhou prestígio
E sabe que ninguém o pode censurar
Prefere simplesmente a quietação à glória
E o tranquilo …(ilegível) dum arvoredo ululante
Ao verdor ideal das palmas da vitória?!
E é com muita razão, pensando a gente bem
Porém se razões tem
Um homem de talento….oh! meu ilustre amigo
Eu tenho-a muito mais, porque se dá comigo
Caso muito pior …
Porque sou uma pobre e obscura rimadora
Porque nomeada glória a luz deslumbradora
O sol resplandecente
Virá reverberar na minha fronte pálida
Um só raio, um somente.

Ai meu caro poeta, eu sinto-me cansada
De escárnios e desdém e estou desanimada.

Nada há mais natural e justo na verdade
Que dar uma pessoa a sua demissão
De um cargo que só há responsabilidade
Sem glória nem proveito
Tal cargo é que eu rejeito…
Diga agora sincera e conscientemente
Se tenho ou não razão!

Post Scriptum
Os versos são prosa chata
Se a tive quebrou-se a lira
Já nada a mim me arrebata
Já quase nada me inspira

Por pura condescendência
Escrevi essa maçada
Tendo perfeita consciência
De que não presta para nada.

??-07-1878
(pg 40)

NEVER FORGET

Não poder esquecer! Buscar com ânsia
Apagá-la do inquieto pensamento
Sem, apesar do tempo e da distância
Ter um só dia a paz do esquecimento.

Por mais que em minhas lágrimas eu lave
Do coração essa saudosa imagem
Cada dia me avulta, mais suave
Mais dominante a esplêndida miragem.

Vive comigo, invade-me a alma inteira
Essa adorável e cruel lembrança
Sem que a possa banir por mais que queira
Sobrevivendo à derradeira esperança.

Em vão despedacei meu seio ardente
Sob a pressão de enérgica vontade;
Em vão quis revoltar-me altivamente.
Que me vence e te vinga esta saudade.

1879
(Pg 44) 



1 - FILOMENA SERPA -  DADOS BIOGRÁFICOS

  A poetisa Filomena Furtado Serpa, filha do tabelião José Ferreira Serpa e de Maria Furtado Serpa, nasceu nas Velas, no dia 8 de Agosto de 1861. Esta pequena vila da ilha de S. Jorge tinha, na segunda metade do século XIX, uma população que rondava as duas mil almas, dispersas por cerca de 550 fogos.  
A vida cultural, na época em que ela ali residiu, era dinamizada por um grupo muito restrito, onde pontuavam alguns bacharéis, que se dispersavam por várias atividades.  Entre essas personalidades destaque-se João Soares de Albergaria e Sousa (1796-1875) que escreveu em 1822 a Corografia Açórica. Homem de convicções liberais, andou pelo Brasil e por Lisboa, tendo sido preso pelos miguelistas. Foi deputado às Constituintes de 1837 e na sua vila foi vereador e presidente da Câmara em vários anos. Outro erudito, João Teixeira Soares de Sousa (1827-1882), bacharel em Matemática e Filosofia, regressou à ilha em 1852. Preparou a edição dos Contos Populares que Teófilo Braga anotou e publicou, em 1869. Foi deputado em 1864, introduziu a imprensa na ilha e publicou vários artigos sobre história. Tanto um como o outro eram possuidores de grandes bibliotecas.  
Na imprensa pontuaram várias figuras da cultura local: Anselmo de Sousa Bettencourt e Silveira, José Urbano de Andrade, Cândido Ferreira de Serpa, Manuel Andrade, Miguel Teixeira Soares de Sousa (bacharel), José de Matos da Silveira, Manuel Machado Pamplona, José Cândido da Silveira Avelar, padre José Estácio da Silveira, entre outros. No meio deste universo masculino colaboraram de forma intermitente na imprensa as jorgenses Mariana Belmira de Andrade, Rita dos Anjos Silva Silveira, Filomena Serpa e Delfina Vieira Caldas, natural do Continente. 
A imprensa[1] teve um papel importante na vida política e cultural das Velas. Os dois grandes partidos locais, Regenerador e Progressista, procuravam defender os seus pontos de vista na luta acirrada pela conquista de votos, mas também apareceram alguns jornais independentes. 
O primeiro jornal, O Jorgense, surgiu em 1871, com periodização quinzenal/semanal, onde colaborou a poetisa Filomena Serpa. Começou por ser composto num prelo de madeira, até chegar um de metal vindo da Inglaterra, em 1872. O grande suporte do jornal era o dr. João Teixeira Soares de Sousa, seu fundador. Embora virado para a luta política abriu também colunas literárias. Suspendeu em 1879, com 195 números publicados. 
Logo de seguida, surgiu O Velense, no final do mesmo ano, um quinzenário regenerador. A componente literária era preenchida com folhetins, tendo o pai do conhecido maestro Francisco de Lacerda, João Caetano de Sousa Lacerda, publicado um desses folhetins. José Cândido da Silveira Avelar, escritor, autor de uma pequena história da ilha de S. Jorge, também colaborou neste periódico que encerrou em 1886. Entretanto ressurge O Jorgense, na sua segunda versão (1880-82), de feição progressista, seguindo-se A Verdade (1882-87); O Pomo Proibido (1883), o Ecco Jorgense (1883-86); a Gazeta Judicial (1886); O Jorgense, na sua terceira versão (1886) e O Respigador (1888-1891), virado para a literatura, ciência e informação. Esta era, pois, a imprensa periódica da vila no período em que Filomena Serpa ali viveu. Apesar das tiragens reduzidas, a dinâmica que se gerou deu mais fulgor à vida quotidiana.  
Se a escola primária do sexo masculino remonta ao século XVIII (1777), a do sexo feminino só abriu em 1860. Uns anos depois, em 1866, houve donativos a fim de custear luz e livros para a abertura de cursos noturnos em todas as freguesias, mas a experiência teve curta duração. Há também notícia de uma iniciativa de aprendizagem das línguas francesa e inglesa, que não terá singrado, mas revelando ainda assim a existência de pessoas habilitadas para tal.  
O teatro também fazia parte do quotidiano velense. Na segunda metade do século XIX, há notícias de representações de várias peças, no Teatro Velense, inaugurado em 1865, com a peça Probidade, propriedade do dr. José Pereira da Cunha e Sousa. Foi erguido segundo o modelo do Ginásio de Lisboa, com 32 camarotes em três ordens e 85 lugares de plateia. Seguiram-se outras peças como o Sineiro de S. Paulo, Camões do Rocio, Amor e Honra, Inferno e Paraíso, O Ermitão da Serra de Sintra, Trabalho e Honra, Honra e Glória, etc. Se numa fase inicial os papéis femininos eram representados por homens, nesta segunda metade do século XIX as mulheres conquistaram o direito de subir ao palco.  
Outras atividades culturais giravam, em torno dos Bandos, para os quais a poetisa Mariana Belmira de Andrade chegou a escrever textos lidos em público, ou as danças de Entrudo, com as suas características de teatro popular, apreciadas na época. A música era outra atividade regular no meio urbano e rural, tendo-se constituído duas filarmónicas: a Velense (1868) e a Liberdade (1880). Como acontecia noutros sítios do país, eram sustentadas pelos dirigentes partidários locais. 
No seu estilo cáustico J. Duarte de Sousa escreveu nas Reminiscências Velenses que "a poesia vinculou-se mesmo no belo sexo. Algumas senhoras distinguiram-se como poetisas: e algumas alcançaram lá fora, onde se lê alguma coisa, ainda que somente por curiosidade ... Aqui, podemos dizer que não se lê; e, todavia, somos muito curiosos, não, porém, para mexericar nos livros. Quem é que quer ter maçada de ler!... Ora... de que serve uma pessoa ler, se a leitura não dá comer. 
Chega-se ao escritório e à casa do meu amigo José Andrade e pasma-se. Tanto dinheiro empatado em livros! Consta-se que ele sabe muito, que sabe tudo e a fundo, e condescende-se que a sabedoria não é má coisa"[2]
Descontando a ironia, algum exagero e contradições, o que importa realçar é a existência de boas bibliotecas na vila, neste caso de um irmão da poetisa Mariana Belmira de Andrade. Nas referidas Reminiscências, o autor revela também que apesar de as pessoas não gastarem dinheiro em livros, eles circulam de mão em mão, como era o caso do famoso livro Carlos Magno, ao que ele acrescenta que "no campo há quem o saiba de cor".  
E os projetos culturais não faltaram, quando se construiu um edifício que agregava não só o Clube para divertimento, mas também a filarmónica, teatro e gabinete de leitura. Apesar do seu isolamento, a vila ia procurando romper a obscuridade e modernizar-se. Em 1877, passou a estar iluminada com mais de três dezenas de candeeiros, as ruas macadamizadas encontravam-se em bom estado de conservação e os porcos deixaram de passear pela vila. As comunicações com o exterior continuavam escassas, mas a partir de 1857 o contrato com a Cª União Mercantil iniciou as carreiras a vapor, embora com muitas deficiências e por um curto período de oito anos. Em 1871, o governo voltou a estabelecer novo contrato, mas desta vez com a Insulana de Navegação que tinha a obrigação de lá ir quinzenalmente, o que nem sempre aconteceu. A navegação de cabotagem fazia a ligação não só com as várias partes da ilha como também com as restantes do Grupo Central. Esta deficiência de comunicações fazia com que São Jorge ficasse fora do percurso de artistas que se deslocavam às três cidades do arquipélago. Há apenas notícia de um artista imitador ter passado pelas Velas, em 1885, e de um ilusionista, Henrique Melo, em 1899.  
É neste ambiente e neste espaço que cresce Filomena Serpa, no seio de uma família de classe média local. Desde jovem revelou inclinação para a poesia, dado que a sua primeira publicação surgiu aos 15 anos de idade. Conviveu de perto com outra poetisa jorgense, Mariana Belmira de Andrade, com quem manteve uma relação de amizade muito estreita, a deduzir pelos versos que entre ambas foram trocados. 
O meio cultural em que cresceu permitiu-lhe a aprendizagem de várias línguas. Por informação de Gervásio Lima[3], conhecia as línguas francesa, inglesa, italiana e espanhola, tendo escrito algumas poesias em francês. Nesse ambiente travou conhecimento com José de Matos da Silveira, também poeta e escrivão, com quem viria a casar. 
Viveu alguns anos em São Miguel, entre 1890 e 1897, por causa da profissão do marido, fixando-se depois na Terceira. Em Ponta Delgada nasceu a filha Maria Evangelina Matos Serpa, em 1891, e muito provavelmente o outro filho, César de Matos Serpa, que foi fotógrafo amador e ourives, na Praia da Vitória, onde casou sem deixar descendentes. 
A filha, Maria Evangelina, também poetisa e artista de teatro amador, casou na Praia da Vitória, em 1909, com Eugénio Neves, comerciante, advogado e chefe da secretaria da Câmara Municipal. Desse casamento nasceu o conhecido médico Eugénio Neves Jr., Alberto de Matos Serpa Neves, Mário de Serpa Neves e Jorge de Matos Serpa Neves, todos eles com descendência.  
Como referi, Filomena Serpa iniciou a publicação dos seus poemas em 1876, num jornal da terra, O Jorgense, com poesias dedicadas à sua amiga íntima Mariana Belmira de Andrade (1844-1921), com quem já trocava correspondência. Desta poetisa recebeu versos extremosos que nos ajudam a compreender o afeto que as unia[4].   
O entusiasmo inicial da poetisa terá levado uma forte bordoada, como se deduz de um poema (Porque é que não escrevo), de 1878, quando refere as mil e uma dificuldades a que uma mulher se sujeita. As censuras, com destaque para os homens, que lhe chamam de tola, pretensiosa, grosseira e doida, cansaram-na e desanimaram-na, pois não quer continuar a sofrer escárnio e desdém. Fazer meia, croché e mirar figurinos, para ser igual às outras, seria a solução, mas assim não aconteceu.
 Mesmo não dando à estampa os seus versos, o ano de 1879 foi produtivo, como se constata pelos dezassete poemas inéditos aqui inseridos. Em 1880, a "pobre e obscura rimadora", como se classifica, passa a enviar, então, os seus poemas para o Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, dirigido pelo poeta António Xavier Rodrigues Cordeiro (1819-1896). Este poeta ultrarromântico, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, director de vários jornais e revistas, teceu-lhe rasgados elogios, na secção de "Correspondência" do referido Almanaque. Segundo Gervásio Lima, terá mantido também correspondência com D. António da Costa (1824-1892), um intelectual com um papel importante na difusão do ensino público em Portugal, tendo sido a primeira pessoa a dirigir o Ministério da Instrução Pública no país. Foi também escritor e diretor do Teatro Nacional D. Maria II. Terá sido dele a afirmação, citando Gervásio Lima, de que "as suas poesias ensinam", referindo-se a Filomena Serpa. Mas a nossa poetisa, ao lançar-se no panorama nacional não se atreveu a usar o nome próprio, preferindo o pseudónimo de Alice. Todavia, em 1882, optou por se identificar, o que foi louvado pelos editores. Em 1885, o pseudónimo voltou a surgir, desta vez com uma máscara masculina: Carlos César. Contudo, o Almanaque acabou por desvendar o segredo, ao fazer a ligação com o antigo pseudónimo de Alice. O endereço postal deve ter facilitado esta associação. 
No Almanaque, publicou ao todo oito poemas, entre 1880-1893, passando depois a divulgá-los na imprensa regional. Deste modo, o jornal A Persuasão publicou um poema, em 1895, altura em que vivia em São Miguel, mas em 1897, já se encontra na Praia da Vitória, de acordo com a primeira poesia publicada em A União. Uma nota da redação refere que é casada com o escrivão do Juízo de Direito da Comarca da Praia. Pelo que se conhece, a fase mais produtiva corresponde ao período de vida anterior ao nascimento dos filhos, sendo notória uma menor dedicação à escrita a partir de 1907. E não foi por falta de elogios. O primeiro poema publicado no Almanaque mereceu o seguinte comentário: "que mimo, que suavidade, que paixão, que segredo de forma...Avante! Avante! Poesia inspirada". E o mesmo Almanaque lamenta, nos anos seguintes, que a "falta de vagar, de iniciativa e de conselhos a tenham feito abandonar a cultura da arte. É pena. Devia ter tudo isso, e, além de tudo, crer deveras, para nunca mais deixar de fazer versos". Num poema, que ficou inédito, escrito em 1886, responde que "Eu não posso entregar a minha vida à arte/Reclama-me outra lida e chama-me outro amor".  
Os elogios na imprensa regional foram também constantes, mas a partir de 1907, os poemas que surgem são de circunstância, de homenagem a personalidades ou à Praia da Vitória. O amor ardente, a paixão que a anima nos primeiros anos foram-se diluindo com o tempo. 
Nos jogos florais de 1925, embora não tenha concorrido, uma das suas poesias foi lida no sarau da entrega dos prémios, por Maria de Castro Parreira. Escrita na língua francesa, tinha por título A la plage. Foi elogiada pelo orador da noite Luís da Silva Ribeiro e está inscrita num livro de autógrafos de Ilídio de Menezes Carvalho Mourato, ao qual não tive acesso. 
Para além das poesias incluídas nesta colectânea, Raimundo Belo refere ainda outras duas não encontradas e escritas nas Velas, em 1886, com os títulos NO ALBUM e A UMA ACTRIZ, registadas em leques de D. Brites Cunha.  
 Filomena Serpa foi incluída na Antologia Poética dos Açores, elaborada por Ruy Galvão de Carvalho, em 1979, que considera os seus poemas "inspirados, além de refletirem uma delicada sensibilidade e de retratarem, fielmente, uma alma inclinada ao bem e à ternura; ao culto do amor, em suma. Simplicidade e lirismo - eis, em sínteses, a caraterística principal das poesias desta ilustre Senhora que honrou no seu tempo a literatura açoriana. Infelizmente os seus versos encontram-se ainda dispersos por álbuns, almanaques, revistas e jornais. 
E é pena, pois que bem mereciam ser coligidos e em volume estampados: seriam eloquente testemunho de que a mulher açoriana desde sempre tem sabido cultivar as Musas e amado tudo que é filho da sensibilidade e do espírito". 
Respondendo ao apelo lançado Ruy Galvão de Carvalho, aqui fica reunida a obra de Filomena Serpa, falecida na então vila da Praia da Vitória a 17 de Setembro de 1930.  
(pp. 7-16)

  Carlos Enes

[1] Ver José Rodrigues Ribeiro (Rei Bori), História dos jornais editados em S. Jorge, edição do autor, 1985. [2] J. Duarte de Sousa, Reminiscências velenses (na vila das Velas do século XIX); Edição da Câmara Municipal das Velas, Signo, 1992, pp. 90.91. [3] Gervásio Lima, Breviário Açoriano, Angra do Heroísmo, Tipografia Editora Andrade, 1934, p. 255. O escritor indica, por engano, como data de nascimento o dia 18 de Agosto. [4] Ver O Jorgense, 15-01-1876.