Cultura

A história da jorgense Maria Machado contada pela companhia "Cães do Mar" (Vídeo)

A companhia de teatro apresentou uma mini-peça intitulada "Rubra Flor da Fajã", que representa a mulher açoriana que foi opositora do regime de Salazar.

© Fátima Parreira

Com pronuncia marcadamente jorgense, tal como a heroína que representa, Andreia Melo deu corpo a Maria Santos Machado, fundadora da Liga Portuguesa para a Paz, professora do magistério primário, pedagoga, e ativa opositora ao regime de Salazar, presa por diversas vezes, entre 1936 e 1954, e impedida de exercer a sua profissão.

"Rubra Flor da Fajã" é uma mini-peça inserida no projeto  Retratos de Mulher do grupo Cães do Mar. 

É uma iniciativa que visa divulgar a história de vida de várias mulheres açorianas, desconhecidas do grande público, que se destacaram na defesa de causas sociais e culturais, como é o caso de Maria Machado, nascida em 1890 na vila da Calheta, ilha de São Jorge.

Com texto e encenação do inglês Peter Cann, interpretação de Andreia Melo e figurino e tradução de Ana Brum, o micro espetáculo - Rubra Flor da Fajã - estreou na biblioteca do edifício de São Francisco, Museu de Angra do Heroísmo, um espaço reduzido e sem recursos cénicos, que permite que a peça possa transitar para outros locais.

RTP/Açores