Cultura

Principal colecção de arte privada dos Açores pode ser vendida fora da região

O proprietário, Oliveira Martins, garante que, do governo regional, não vê interesse em que o acervo continue das ilhas, apesar da última esperança estar nas mãos de uma Fundação


Trata-se da principal colecção de arte privada dos Açores, com acervos notáveis em mobiliário, imagens flamengas e marfim indo-português e até obras de Rubens e El Greco, entre outros.

É considerado um acervo sem preço, mas, no entanto, o proprietário, Francisco Ernesto de Oliveira Martins, está disponível para o vender à região, por um montante a acordar, mas afirma que a região nunca deu um passo nesse sentido e, Oliveira Martins, resignou-se às prioridades.

Para manter a colecção nos Açores, está disposto a fazer uma Fundação, cujos termos prevê a permanência do acervo onde está, e o apoio do Governo Regional, para a gestão quotidiana e protecção do mesmo.

Entretanto, Oliveira Martins não gostou que, à sua proposta, o governo ter respondido, enviando a sua casa duas funcinárias que queriam tranformar a sua colecção em exposições, sem terem dado resposta ao essencial.

Se tudo ficar nestes termos, a colecção acabará por ser vendida em leilões, fora dos Açores.

No entanto, ouvido pela Antena 1 / Açores, o responsável regional da Cultura, Vasco Pereira da Costa, garantiu estar disponível para negociar a criação da Fundação, a partir do projecto que Oliveira Martins lhe quiser enviar.

Armando Mendes / Carlos Tavares