Desporto

Angrense iguala desempenho do Operário que perdurava há sete anos

 

Clube de Angra do Heroísmo venceu os primeiros cinco jogos do campeonato, tal como o Operário tinha feito em 2003/04. João Eduardo Alves releva as mudanças efectuadas como factor para o sucesso.

Angrense iguala desempenho do Operário que perdurava há sete anos

Treinador quer manter o bom momento pelo maior período de tempo possível © Foto: Acácio Mateus

 

O início de época que o Angrense está a rubricar é dos melhores que o campeonato da III divisão, série Açores, já conheceu ao longo das dezasseis edições. As cinco vitórias nas primeiras cinco jornadas só são igualadas pelo Operário, há sete anos, quando na época 2003/04 a formação de Lagoa, São Miguel, então orientada por Jorge Portela, também chegou à quinta ronda com o pleno de triunfos.

Quinze pontos em cinco partidas dão uma mão cheia de confiança à equipa e colocam o colectivo de João Eduardo Alves num lote restrito de recordistas pois para além dos pontos somados o Angrense é a equipa que mais golos tem marcados em igual período, dezasseis, mais um que o Operário na temporada em que os fabris assinalaram a subida à II divisão nacional.

O futebol atractivo que o emblema de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, vem rubricando está a dar frutos e deixa o clube na história da competição pelos melhores motivos. E o que dizem estes números ao treinador que comanda uma equipa jovem e ambiciosa?

«Os números dizem que temos qualidade, que encaramos de forma positiva o que pretendíamos fazer e rectificámos o que tinha sido feito na época anterior. Queremos prolongar este bom momento o mais possível mas estamos preparados para quando tal não for possível pois sabemos que o nosso desempenho não vai ser só vitórias. Seria irrealista pensa assim», disse.

Vencer é o que todos desejam e o Angrense tem-no feito melhor que ninguém neste início de temporada. «As vitórias dão-nos muita confiança e motivação e sabe bem estar na posição cimeira», salientou, embora tal cenário não lhe tenha passado pela cabeça no início da temporada. «É evidente que pensamos sempre em vencer mas seria muito difícil alcançar esta série de vitórias», reconheceu.

O Angrense versão 2010/11 pouco ou nada tem a ver com o anterior o que enche de orgulho o treinador. Mas o que mudou na equipa? «Mudamos alguns jogadores e conseguimos incutir maior motivação nos atletas que entraram, em parte porque são jovens que estavam habituados a ganhar o que, aliado à experiência daqueles que mantivemos no plantel, nos permitiu formar um grupo forte e humilde que sente alegria naquilo que faz», apontou, não escondendo uma convicção pessoal: «Tinha e tenho confiança no plantel e estava convicto que as alterações efectuadas no defeso iriam surtir efeito».

Líder isolado do campeonato da III divisão, série Açores, o clube não se lança de forma declarada na luta pela subida e prepara-se para as dificuldades que vão surgir. «Sabemos que estamos no início e com o decorrer da competição as dificuldades vão aumentar porque há adversários que vão crescer de rendimento e nós também poderemos evidenciar uma quebra devido ao cansaço. Mas estamos preparados para superar tudo isso na certeza de que o que vimos fazendo não é obra do acaso».

Acácio Mateus