Desporto

Jogo de juniores termina mais cedo devido a agressão ao árbitro

 

João Vieira, jogador do Marítimo, agrediu a soco o árbitro Filipe Lousada. Partida terminou aos 55 minutos e o jovem atleta incorre agora numa pena pesada.

Jogo de juniores termina mais cedo devido a agressão ao árbitro

Agressão ao árbitro pode valer um ano de suspensão ao jovem atleta © Foto: Acácio Mateus

 

O jogo que opôs as equipas júnior do Marítimo e do Desportivo de Rabo de Peixe, válido para a nona jornada do campeonato de São Miguel, a última da primeira volta da competição, não chegou ao fim! A partida foi interrompida aos 55 minutos depois de João Vieira, atleta do Marítimo, ter agredido a soco o árbitro do encontro, Filipe Lousada.

Foi um dia negro para a arbitragem micaelense. A manhã começou quente com um Sol abrasador a incidir sobre o relvado sintético do estádio Jácome Correia e logo nos primeiros jogos dos escalões sub-10 e sub-12 os ânimos aqueceram dentro e fora das bancadas.

Antes da partida relativa ao campeonato júnior, o mesmo palco já tinha assistido à vitória dos iniciados do Desportivo de Rabo de Peixe sobre o Marítimo, por 1-0, e ao triunfo dos juvenis do União Micaelense no confronto com o mesmo emblema da vila piscatória por 6-2. Encontros que acenderam o rastilho para o que haveria de suceder a seguir.

A primeira parte do Marítimo-Desportivo de Rabo de Peixe, em juniores, não fugiu à normalidade. Jogo disputado, aguerrido e algumas quezílias. O pior aconteceu no início da segunda parte e sem que nada o fizesse prever, João Vieira discordou de uma decisão do árbitro e, de cabeça perdida, agrediu-o com um soco.

O jogo esteve interrompido e não mais foi retomado pelo facto da equipa de arbitragem entender que não estavam reunidas as condições mínimas para prosseguir com o desafio. Como resultado de um acto irreflectido por parte de um jovem que nem tinha antecedentes do género, o Marítimo deverá ver confirmada derrota por 0-3 na secretaria e o atleta aguarda, suspenso, as conclusões do processo disciplinar.

Este caso é semelhante ao verificado há dois anos, num jogo de futsal que opôs o Águia ao Operário. Na altura, um jogador do clube da freguesia de Arrifes também agrediu o árbitro e foi punido pela justiça desportiva com dois anos de suspensão.

Mas o árbitro também apresentou queixa no tribunal e o agressor foi punido com quatro meses de prisão reversíveis a uma multa de seis euros por dia, tendo ainda sido condenado a pagar uma indemnização de mil euros e ao pagamento das custas judiciais que ascenderam aos dois mil euros.

Se Filipe Lousada optar por apresentar queixa no tribunal, o cenário com que João Vieira se depara não e muito diferente do verificado há dois anos. Da sanção por parte do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Ponta Delgada não se livra e a avaliar por casos anteriores o castigo não deverá ser leve.

Acácio Mateus