Desporto

Lucas encontrou no Operário uma nova família

 

Médio festejou 29.º aniversário perfeitamente integrado numa nova realidade. Deixou o Brasil aos 22 e já tem um filho, Leonardo, nascido nos Açores. Sonha com a subida do Operário à Liga de Honra.

Lucas encontrou no Operário uma nova família

Luso-brasileiro veste a camisola do Operário desde 2002 e quer subir com os fabris à Liga de Honra © Foto: Acácio Mateus

 

Luís Serafim Silva é o nome de um jogador do Operário que escrito assim passa despercebido à maioria das pessoas. Mas se dissermos que se trata de Lucas, aí sim, já muitos adeptos do futebol saberão quem é e reconhecem no luso-brasileiro uma das figuras dos fabris nos últimos anos.

Lucas chegou à Lagoa em Dezembro de 2002, equipa que na altura era orientada por Filipe Moreira. O objectivo da manutenção na II divisão não foi alcançado mas na época seguinte, sob o comando técnico de Jorge Portela, os fabris venceram a série Açores da III divisão e regressaram ao escalão secundário do futebol português.

As primeiras duas temporadas ao serviço do Operário mostraram que Lucas era um jogador a ter em conta, possuidor de capacidades técnicas que lhe permitiam fazer a diferença. Ano após ano foi-se revelando um atleta indispensável no onze de Francisco Agatão. Completou 29 anos no início desta semana, na segunda-feira, dia 13. Já leva quase oito anos ao serviço do emblema de Lagoa e está a iniciar a nona temporada consecutiva.

Em semana de aniversário, os desejos do jogador reflectem a humildade da sua pessoa. «Desejo trabalhar muito e ter um resto de carreira tranquilo, ciente de que se não aparecer um projecto mais ambicioso não foi por falta de empenho da minha parte», disse.

As qualidades de Lucas são reconhecidas mas o médio aguarda por uma oportunidade para dar o salto na carreira. No Verão de 2009 falou-se no interesse do Marítimo nos seus serviços mas um acidente de viação nas férias, no Brasil, que provocou uma ausência dos treinos durante um mês devido a uma lesão sofrida no maxilar, arrefeceu a cobiça do clube do Funchal.

Até hoje não lhe foi dada qualquer justificação. «Sei que houve interesse do Marítimo mas não sei por não me disseram mais nada depois do acidente. Não considero que tenha sido uma oportunidade que se perdeu porque outras poderão surgir e continuo feliz no Operário. Quando vim para cá nunca pensei permanecer oito anos na Lagoa mas encontrei aqui uma família e por isso sinto-me como em casa», disse.

Lucas é um dos jogadores com maior longevidade no actual plantel fabril e já viveu diversas alegrias, a maior delas a «subida à II divisão, em 2004», mas existem mais: «Recordo com satisfação os bons desempenhos tidos nos diversos campeonatos disputados onde andamos sempre a discutir os lugares cimeiros».

Aos 29 anos o médio atingiu a maturidade na carreira mas não quer ficar por aqui. E há um sonho que lhe alimenta a alma todos os dias. «O sonho de subir com o Operário à Liga de Honra». Um desejo que Lucas acredita poder ser concretizado na presente época. «Podemos lutar por esse objectivo e tudo vamos fazer para o concretizar», referiu.

Acácio Mateus