Desporto

O melhor Operário de Francisco Agatão

 

Ao cabo de seis jornadas a equipa de Lagoa protagoniza o melhor arranque de época desde que Francisco Agatão é treinador. Catorze pontos em dezoito possíveis atestam o bom início.

O melhor Operário de Francisco Agatão

Plantel do Operário pode ser curto em número mas não lhe tem faltado ambição no campeonato © Foto: Acácio Mateus

 

Francisco Agatão está a cumprir a sexta temporada consecutiva ao serviço do Operário nas funções de treinador da equipa sénior de futebol e nunca nas cinco épocas anteriores conseguiu melhor início que o actual. Os fabris somam catorze pontos ao cabo de seis jornadas, tendo consentido apenas dois empates, ambos fora de casa.

A primeira igualdade aconteceu à quarta jornada, em Massamá, frente ao Real local, a três golos, e o segundo empate verificou-se no último domingo, em Marvila, diante do Oriental, este a zero golos. Ou seja, em jogos disputados a formação orientada por Francisco Agatão ainda não perdeu e segue no segundo lugar da classificação, com catorze pontos, os mesmos que o líder Atlético.

Este Operário, comedido no orçamento mas ambicioso em campo, supera os melhores desempenhos verificados nas épocas 2005/06 e 2006/07, curiosamente os dois primeiros anos de trabalho de Francisco Agatão na Lagoa, por um ponto. Nas temporadas referidas os fabris chegaram à sexta jornada com treze pontos, com as mesmas quatro vitórias mas com um desaire averbado e um empate consentido.

Depois, nas três épocas seguintes, o desempenho foi decrescendo, com o colectivo lagoense a atingir a sexta jornada com dez, oito e sete pontos em 2007/08, 2008/09 e 2009/10, respectivamente, o que também se reflectiu em posições menos tranquilas na classificação como é exemplo o 12.º lugar na temporada 2009/10.

O actual segundo lugar em igualdade pontual com o primeiro supera a terceira posição verificada ao cabo de igual período na época 2006/07, registando-se nessa e na presente o mesmo número de golos marcados: onze. Somente em termos defensivos é que o colectivo fabril não evidencia a mesma segurança pois já consentiu cinco golos. Em 2005/06 só tinha encaixado três e na época seguinte quatro.

Contudo, há um factor a ter em conta: o Operário versão 2010/11 sofreu três tentos num só jogo, em Massamá, no empate a três. Caso contrário, teria apenas dois sofridos, o que faria da defesa a menos batida sob a orientação de Francisco Agatão ao cabo de seis jornadas.

Os números podem ser meros indicadores estatísticos mas não deixam de reflectir desempenhos e estados de espírito. O Operário do presente aparenta ser uma equipa madura apesar da juventude, capaz de jogar bonito quando tal é possível, mas também consciente de que por vezes defender bem pode ser a chave para o sucesso.

Acácio Mateus