Desporto

Seidi: o leão em campo que estuda veterinária

 

Jovem formado no Angrense prossegue os estudos em Évora onde concilia a formação académica com o futebol ao serviço do Atlético SC, os leões de Reguengos.

Seidi: o leão em campo que estuda veterinária

Jaime Seidi suspenderia os estudos se surgisse uma proposta para se tornar jogador profissional © Foto: Acácio Mateus

 

Jaime Seidi deixou a ilha Terceira em 2007 para prosseguir os estudos no continente português. O defesa que se formou para o futebol no Angrense está a iniciar o quarto de cinco anos do curso de veterinária leccionado pela Universidade de Évora.

A paixão pelos animais levou-o a apostar na formação académica mas nunca deixou o futebol para trás. Nos primeiros dois anos de estudos em Évora jogou pelo Lusitano local e na época transacta transferiu-se para o Atlético de Reguengos, clube onde se mantém na presente temporada, ajudando a equipa a alcançar um surpreendente quinto lugar na zona Sul da II divisão.

Obter aproveitamento nos estudos e singrar no futebol sénior num escalão exigente como é a II divisão não é tarefa fácil. Jaime Seidi explica que o sucesso começa na organização. «Concilia-se o futebol e os estudos com organização e disciplina nos horários. A isso junta-se o esforço pessoal e a vontade de obter êxito nas duas vertentes», disse.

O jovem de 21 anos – nasceu a 22 de Junho de 1989, em Angra do Heroísmo – faz um esforço suplementar para dar o máximo na Universidade e no desporto principalmente quando os exames estão à porta. «São momentos que podem afectar o rendimento desportivo e por isso procuro sempre abstrair-me quando vou treinar ou jogar. É, como se diz popularmente, desligar o botão».

O estudante precisa de tempo e concentração, o desportista de descanso. Em ambas as actividades uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental para o sucesso. Jaime Seidi não sente que uma possa estar a prejudicar a outra. «Hoje não me sinto menos jogador do que era há três anos por causa dos estudos. Pelo contrário, sinto que tenho evoluído», sustentou.

A caminho de completar o curso superior, o jovem terceirense não coloca de parte a possibilidade de abraçar o profissionalismo no futebol. «É uma hipótese que, a surgir, não a deitaria fora porque a qualquer momento poderia retomar os estudos», ele que ainda também não tem uma decisão tomada quanto a um eventual regresso à Terceira. «Isso vai depender das oportunidades de trabalho que surgirem».

Filho de pai guineense que jogou no Salgueiros e no Atlético e de mãe terceirense que jogou basquetebol, Jaime Seidi tem no sangue o gosto pelo desporto que se estende à irmã, Mónica, também ela atleta. «Fomos incentivados pelos pais a praticar desporto», referiu.

Acácio Mateus