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Graciosa FC desiste de lutar e estranha não ir à Taça de Portugal

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A Direção do Graciosa Futebol Clube emitiu um comunicado que coloca um ponto final da luta das últimas semanas para evitar sair prejudicado da interrupção das competições por causa da pandemia.

O clube graciosense lamenta ainda não ter sido chamado a representar a AFAH na Taça de Portugal, enquanto unico campeão de ilha reconhecido na época passada.


"COMUNICADO

 A Direção do Graciosa Futebol Clube, no atual momento de transição da anormal época desportiva de 2019/20 para a incerta época de 2020/21, reunida para determinar a estratégia desportiva presente e futura que o GFC pode e deve seguir, no respeito pelas legítimas ambições dos seus colaboradores e associados, vem informar e divulgar o seguinte:

Como é do domínio público, o abrupto final da competição futebolística que estava a ser disputada e liderada pelo GFC, prejudicou o Clube, revelando procedimentos associativos de muito duvidosa correção, os quais ainda até hoje estão por fundamentar e explicar devidamente pelas entidades competentes (supostamente).

O Futebol em Portugal evoluiu nas últimas décadas, sim, mas ainda carece de melhoramentos que tardam em chegar. Transparência, respeito, seriedade e capacidade no tratamento de matérias e assuntos que dizem respeito, em primeiro lugar, aos clubes afetados e atingidos. É indispensável que se saiba exercer o poder.

Naturalmente, há mecanismos à disposição dos cidadãos e das entidades, quando querem contrariar acontecimentos mal dirigidos, quando pretendem que seja feita justiça. Porém, infelizmente, no futebol português, a justiça ainda é cara. Desde a criação do Tribunal Arbitral do Desporto, que repetidamente é emitido alerta para os custos que esse acesso representa, para os encargos que surgem quando se torna obrigatório o recurso a essa via, para que seja reposta a verdade desportiva e para que sejam punidos aqueles que mal dirigem determinados assuntos e erradamente decidem, contra os direitos de outros.

As limitações financeiras do GFC impedem, infelizmente, o Clube de ir mais longe na luta pelos seus direitos, que de forma evidente para todos foram lesados, por procedimentos que ninguém até hoje ainda verdadeiramente explicou.

Lamentavelmente, para que a época desportiva de 2019/2020 não ficasse na história do futebol açoriano com um episódio rocambolesco e de contornos indefinidos, teria de ter havido abertura institucional para explicar abertamente a todos os clubes como e porquê as coisas acabaram como acabaram. Quando as pessoas não querem proceder dessa forma, existem os caminhos judiciais e legais para as obrigar; porém, tais vias custam dinheiro, muito, sendo que o GFC não tinha orçamento planeado para tal e não conseguiu obter reforço monetário suficiente para tal. Pelo que, contra a nossa vontade, ficará por aqui a luta de um clube (na nossa modesta opinião, até a favor de todos os clubes açorianos futuramente), pela justiça, verdade e transparência. Fica o apelo para que não se volte a repetir o procedimento administrativo e associativo a que se assistiu.

Desta vez foi o GFC o prejudicado, na próxima poderá ser qualquer outro clube. Deixamos publicamente o repto, com esperança, para que urgentemente se corrija o que está mal articulado, criando-se mecanismos a breve prazo para uma clareza maior no funcionamento das decisões tripartidas entre as Associações de Futebol dos Açores.

O futebol dos açores terá a ganhar com isso, e os clubes do futebol açoriano poderão beneficiar todos de um futuro mais claro, mais transparente, mais participativo, mais justo. Assim esperamos, assim desejamos.

Como nota final, deixamos o nosso total desagrado pela decisão da AFAH em ignorar o GFC na possibilidade de poder participar na edição 2020/21 da Taça de Portugal, que tal como sido hábito nos últimos anos, como representante dos campeonatos de Ilha da Associação e na qualidade de único vencedor do Campeonato local da época 2019/20 (uma vez que não houve Apuramento de Campeão AFAH).

De facto, parece que o GFC já está a “pagar” a fatura de lutar pelos seus interesses e pelo sacrifício duma época sofredora que só quem vivenciou poderá descrever (sim, quem vivenciou, ou alguém acredita que existe prazer/alegria/satisfação de jogar contra a própria equipa B durante toda época?).

Cumprimentos desportivos a até breve,

A Direção GFC"