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Agência Espacial Europeia reforça estação de Santa Maria

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou hoje a chegada aos Açores de uma nova antena para reforçar a capacidade da estação da Agência Espacial Europeia (ESA) na ilha de Santa Maria.

Agência Espacial Europeia reforça estação de Santa Maria


"Esta antena vai melhorar as condições de serviços que a antena anterior estava a proporcionar. É muito grande, tendo 15 metros de diâmetro e possui mais uma banda de frequências. Vai potenciar outros serviços que a antena anterior não permitia", declarou à agência Lusa Gui Menezes.

O governante, que salvaguardou servirem estas antenas para proceder ao rastreio dos satélites que são lançados da Guiana Francesa, referiu que o novo equipamento vai "permitir prestar serviços de transmissão e receção de dados" para outras empresas e instituições.

"A antena vai ficar certificada para integrar um programa espacial da ESA, o Proba 3, que consiste em dois satélites que a agência está a desenvolver para estudar fenómenos solares", disse.

A 27 de setembro de 2017 foi anunciada a ampliação da estação da ESA na ilha de Santa Maria, nos Açores, na sequência de acordos que contemplavam a prorrogação por 12 meses da permanência da atual estação de rastreio de satélites, a transferência de uma antena da Austrália para os Açores, a par do compromisso da construção da base desta antena pelo executivo açoriano.

Os acordos contemplavam ainda um compromisso entre a empresa Edisoft e a direção regional da Ciência e Tecnologia para a promoção de atividades espaciais nos Açores.

A estação da ESA em Santa Maria monitorizou, pela primeira vez, a 18 de novembro, a colocação em órbita de quatro satélites da constelação Galileu, através do foguetão Ariane, lançado em Kourou, na Guiana Francesa.

"Pela primeira vez, o foguetão Ariane foi adaptado para colocar em órbita quatro satélites da constelação Galileu, acelerando assim a sua operacionalidade", segundo declarou, na altura, à agência Lusa, o diretor de operações em Santa Maria da Empresa de Serviços e Desenvolvimento de Software (Edisoft), Ricardo Conde, que acompanhou a missão.

Existem quatro estações de cobertura dos foguetões espaciais desde a Guiana Francesa até à Austrália, sendo a de Santa Maria uma das intermédias e posicionada no que se designa como "fase crítica".

"Trata-se de uma fase em que sobre a nossa visibilidade vemos a extinção do estágio dos motores do Ariane. É um momento crítico, em que a estação de Santa Maria desempenha um papel extremamente importante no desenrolar da missão", disse.

Lusa