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Empresa Barcos do Pico sente-se prejudicada com processo do tribunal de Angra (Vídeos)

O negócio da compra do navio Cristiano S foi anulado pelo tribunal de Angra do Heroísmo por uma penhora existente anteriormente e não detetada. O gerente da empresa diz-se duplamente prejudicado, pois não tem o navio a operar nem recebeu o dinheiro.

© EBP - Empresa Barcos do Pico

O batismo do navio Cristiano S foi feito a 30 de novembro de 2016, apadrinhado pelo então Secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas, Vítor Fraga, e prometia complementar a frota da Empresa Barcos do Pico.

Em março de 2018, quase ano e meio depois de já estar a operar, quer nas ilhas do triângulo quer no grupo ocidental, a empresa foi notificada pelo tribunal de Angra do Heroísmo para o anulamento da venda, por existência de uma penhora anterior, não detetada na altura da venda quer pelo tribunal de Ponta Delgada quer pelo solicitador.

Para o gerente da Empresa Barcos do Pico pode estar em causa o aumento da frota.

A Empresa Barcos do Pico tem na sua frota neste momento duas embarcações, o Lusitânia e o Cecília A e operam no grupo central e ocidental do arquipélago.

Contatado pela RTP o ex-gerente da Dragaçor diz que não é a empresa a responsável pela devolução de qualquer verba à Empresa Barcos do Pico mas sim o agente de execução Paulo Cabral.

Luís Franco acrescenta ainda que acha estranho que tenha aparecido a ordem de penhora por parte da Caixa geral de depósitos, e com data anterior há da venda, quando na altura não havia existência de dívidas.




RTP/Açores