Parlamento

BE diz que governo regional aceitou chantagem do Chega (Vídeo)

O BE/Açores acusou quarta-feira, no parlamento regional, o presidente do executivo (PSD/CDS-PP/PPM) de escrever "uma página negra" na história "ao aceitar a chantagem do Chega" a propósito da votação do Orçamento para 2022.



"O PSD, partido fundador da autonomia, pela mão do atual presidente do Governo (José Manuel Bolieiro), escreve uma página negra da nossa história ao aceitar a chantagem do Chega, partido que fere a autonomia e os valores centrais da democracia", disse António Lima, na intervenção final do BE antes da votação na generalidade do Plano e Orçamento regionais para 2022, agendada para quinta-feira.

Para o bloquista, à frente do destino dos Açores está "um Governo sem projeto que se mantém no poder ligado à máquina e quem tem o poder de a desligar é um partido anti-autonomista, xenófobo e que criminaliza a pobreza".

"Este Governo Regional não passa de uma manta de retalhos que se debate contra si mesma para se manter no poder a todo o custo", afirmou.

Para o BE, está em causa um Governo que aceita que a autonomia seja espezinhada de forma grotesca por um dos partidos que no parlamento o sustenta".

"A transparência, na boca deste Governo é palavra vã e ser troca-tintas é a sua essência", criticou.

De acordo com o BE, "o Governo, com dinheiros públicos, aumentou o apoio às empresas para contratarem trabalhadores precários".

"A região paga e as empresas contratam como querem. Vem depois a público o Governo vangloriar-se de que diminui a precariedade quando 33% dos contratos pagos pelo Governo são precários", observou.

Para o BE, que vai votar contra o Orçamento, "tentar ludibriar os problemas não os resolve".

"Muito menos os resolvem os artifícios propagandísticos como o empolamento dos números dos atos médicos sem doente em cerca de 25.000, para mostrar números positivos na saúde", alertou.

Por outro lado, "na cultura, os agentes culturais são tratados como pedintes e em consequência a cultura é o parente pobre com menos de 0,5% do orçamento".