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Funcionários do parlamento regional rejeitam responsabilidades no caso da divulgação de documentos confidenciais sobre a Sata

Os quatro funcionários da Assembleia Regional que foram advertidos por escrito, no âmbito de um inquérito interno, recorreram da decisão.

Funcionários do parlamento regional rejeitam responsabilidades no caso da divulgação de documentos confidenciais sobre a Sata

© Arquivo RTP-Açores


A Antena 1/Açores sabe que os funcionários alegam que não foram responsáveis pela digitalização de documentos confidenciais pelos simples facto dos documentos não fazerem referência a qualquer tipo de confidencialidade.

O inquérito interno, instaurado pela assembleia para apurar a responsabilidade pela digitalização de documentos confidenciais, atribuiu a culpa aos  quatro funcionários.

Segundo apurou a Antena 1/Açores, os trabalhadores em causa alegam que não fizeram nada que justifique a advertência de que foram alvo.

Os funcionários dizem que foram o bode expiatório de um processo político e mediático que acaba sempre por responsabilizar o elo mais fraco.

Em causa estavam dois documentos enviados pelo Governo ao Parlamento, um com a proposta da companhia Icelandair para a compra de 49% do capital da Azores Air Lines, e também um estudo sobre a situação financeira da transportadora aérea, que admitia que a companhia açoriana se encontrava em "falência técnica".

Os funcionários da Assembleia não aceitam a nota de culpa de que foram alvo e procuraram junto das estruturas sindicais apoio jurídico para os defender neste processo.

Um dos advogados que está a defender os funcionários é Clélio Meneses, antigo deputado do PSD, eleito pela ilha Terceira.

Antena 1 Açores