Política

Partidos divergem opiniões sobre "geringonça" nos Açores (Vídeo)

Rui Rio diz que o PS e o BE estão "de cabeça perdida", já António Costa garante que nunca negociará com o CHEGA.

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A tempestade política formou-se no meio do Atlântico e passou a furacão ao chegar ao continente.

O PSD deu um passo que a direita democrática na Europa tem resistido a dar, que é fazer um acordo com partidos de extrema-direita xenófoba.

Está escrito, é para durar quatro anos e tem quatro compromissos: reduzir a atribuição de subsídios nos Açores, criar um gabinete de luta contra a corrupção, reforçar a autonomia e reduzir o número de deputados na região.

Mas o acordo regional tem, também, efeitos no continente, o CHEGA diz ter garantias do PSD de que a proposta de revisão constistucional que os sociais-democratas querem apresentar até ao fim da legislatura, incluirá uma redução dos deputados e uma reforma do sistema judicial.

Miguel Poiares Maduro e José Eduardo Martins estão entre os subscritores de um texto em que se defende que "o espaço do centro-direita e da direita portuguesa não é o do extremismo, seja esse extremismo convicto ou oportunista".

O documento junta 54 nomes. Da música, da literatura e da política, estão lá Adolfo Mesquita Nunes e Ana Rita Bessa, do CDS.

À esquerda, todos dizem o mesmo, em comunicado, o PS acusa o atual PSD de ser "capaz de "vender a alma ao diabo".

Uma tempestade política formada nos Açores e ainda sem sinais de bom tempo.

RTP/Açores