Política

PS quer Sata a explicar voos para o Faial

O grupo parlamentar do PS/Açores declarou hoje querer ouvir o presidente da SATA sobre a programação no verão dos voos de e para a Horta, cidade na ilha do Faial.

PS quer Sata a explicar voos para o Faial


"Consideramos que é importante que o presidente do conselho de administração da SATA possa ser ouvido e possa confirmar as rotas que vão ser operadas e as ofertas disponíveis nas ligações de e para a ilha do Faial", vinca o deputado do PS Tiago Branco, que pediu com caráter de urgência a vinda do presidente da SATA, Paulo Meneses, à comissão de Economia do parlamento açoriano.

Uma eventual redução de 12 mil lugares nos voos da SATA Air Açores e da Azores Airlines - grupo SATA - para a ilha do Faial motivará uma manifestação no final deste mês em frente à Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRAA), soube-se na quarta-feira.

"A informação que temos neste momento, que está na página da SATA, é que há uma redução de três voos regionais inter-ilhas, e o que está a apresentar-se para o verão são nove voos Lisboa-Horta-Lisboa e, portanto, há uma redução em relação a 2017 de mais de 11 mil lugares", quase 12 mil, avançou o faialense Dejalme Vargas à agência Lusa.

O líder da manifestação popular que juntou cerca de 400 pessoas, em setembro de 2016, em frente à sede do parlamento dos Açores reivindicando a ampliação da pista do Aeroporto da Horta, afiançou hoje estar a organizar um novo protesto para o mesmo local sob o pretexto de que existe um "desrespeito" pelos faialenses.

O porta-voz deste movimento de cidadãos do Faial critica o que diz ser o "desinvestimento" do grupo SATA nesta ilha do grupo central para "menos 11.974 lugares disponíveis" entre final de março e final de outubro de 2018.

Questionado pela agência Lusa, o porta-voz do Grupo SATA, considera "prematura" qualquer afirmação acerca de uma redução de lugares para a ilha do Faial, garantindo que "ainda não é conhecido o plano de exploração" da Azores Airlines.

"Em relação à Azores Airlines, o plano de exploração ainda não está divulgado, não está finalizado, portanto, tudo o que se possa avançar em relação à redução de frequências e redução de oferta de número de lugares não corresponde à realidade. Só depois deste plano de exploração estar divulgado e finalizado é que se poderá de facto avaliar se existe ou não um aumento da oferta ou uma redução dessa mesma oferta", disse António Portugal.

Quanto à acusação de estarem suprimidos na operação dois voos Ponta Delgada-Horta e um voo Ponta Delgada-Terceira-Horta, o porta-voz da companhia aérea açoriana não confirma a redução desses voos e ressalva que, mesmo que aconteça, não significa "menos lugares disponíveis".

"A verificar-se a redução de três voos, eu julgo que aí ter-se-á que ver que tipo de equipamento é que é, muitas vezes não interessa o número de voos, interessa é o número de lugares oferecidos, podem haver menos três voos, por exemplo, efetuados em (aviões) Dash 200 e mais um voo realizado em Dash 400 que dá logo o dobro de lugares oferecidos", garantiu António Portugal.

Lusa