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Concertos

"À Sombra Não Me Quito - no Embalo de Zeca Afonso" no Teatro Viriato

Dias 17 e 18 de Janeiro no Teatro Viriato

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À Sombra Não Me Quito - no Embalo de Zeca Afonso no  Teatro Viriato

Júlio Pereira com António Zambujo, Camané, Carlão, Sara Tavares, Teresa Coutinho e Teresa Salgueiro
Dias 17 e 18 de Janeiro no Teatro Viriato em Viseu.

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O Teatro Viriato é hoje um projeto de referência no setor cultural português e considerado por muitos como um modelo nacional da descentralização das artes performativas.
Para assinalar o início da celebração dos seus 20 anos, nos dias 17 e a18 de janeiro recebe um concerto que, também a propósito dos 45 anos do 25 de abril, celebra Zeca Afonso numa homenagem à sua música e à sua palavra de intervenção e de revolução.

Intitulado "À Sombra Não Me Quito - no Embalo de Zeca Afonso", este concerto junta Júlio Pereira, António Zambujo, Camané, Carlão, Sara Tavares, Teresa Coutinho (atriz) e Teresa Salgueiro à volta da obra musical e literária de Zeca Afonso, em resposta ao desafio lançado pelo Teatro Viriato.


Ana Sofia Carvalheda conversou com Paula Garcia, Directora Geral deste espaço situado em Viseu que está a celebrar 20 anos.

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"Estranho nome para um espectáculo evocativo de José Afonso, mas que cita o título de um dos seus poemas não musicados. Mais conhecida e celebrada é a memória do lutador e cantor da liberdade.
E com toda a razão essa memória é lembrada na ribalta…
Porém, não se quite ou esconda nos bastidores o grande poeta e compositor que acalenta palavras em sons que surpreendem um quotidiano de encanto. Na teia das relações humanas e da própria Humanidade com a Natureza, ou no sonho de surrealidades bizarras. No traço alegre ou triste, doce, mordaz ou absurdo do olhar.
No embalo da Vida…
A visita a esse universo poético e musical é agora proposta e partilhada por sete navegantes das mesmas águas. Por artistas que viajam — também andarilhos em reinvenção — entre as melodias, os ritmos e os redondos vocábulos de José Afonso. Por criadores e intérpretes de canções dos mais desvairados modos, do fado ao rap; pelo compositor, instrumentista e produtor que o acompanhou em palcos, estúdios, ares, estradas e vidas, mas também pela actriz, diseur dos seus poemas, que nasceu já depois de ele ter morrido.
Que amor não me engana! E, em todos os tempos, o que faz falta é dar a volta ao Mundo pelo Cabo de S. Roque…"


João Luís Oliva