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Cancro da mama é a principal causa de morte de mulheres entre os 35 e os 55 anos

Outubro é o mês de sensibilização para a doença.

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Cancro da mama é a principal causa de morte de mulheres entre os 35 e os 55 anos

Hoje é o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama. 

A Antena 1 convidou a Doutora Sofia Braga, médica oncologista, especialista em cancro da mama e investigadora, para falar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce no tratamento da doença.

Segundo a oncologista, todos os anos, em Portugal, registam-se entre 5.000 a 6.000 novos casos de mulheres com cancro da mama. Sendo esta considerada a principal causa de morte de mulheres entre os 35 e os 55 anos, no mundo ocidental, este tipo de cancro mata cerca de 1.500 mulheres por ano. 



Principais fatores de risco:
  • A idade. O cancro da mama é mais frequente em mulheres acima dos 45 anos. Além disso, por ser uma doença que se deve aos erros de reprodução celular, cada vez se torna mais difícil as células realizarem essa função sem erros.
  • Peso acima do recomendado. "Temos todas de ser magras", revela a Dra. Sofia, referindo que "o estrogénio também é produzido no tecido adiposo" e, deste modo, as mulheres que possuem peso acima do normal têm mais probabilidade de desenvolver a doença. Por outro lado, mulheres que já tiveram a doença anteriormente e que ganham muito peso depois de terem tido cancro da mama, aumentam a probabilidade de uma recaída, segundo a médica.
  • Fatores de risco reprodutores. As mulheres que não engravidam e/ou não amamentam terão mais probabilides de vir a ter a doença. "É importante estarmos grávidas o mais cedo possível e é importante amamentar", afirma a investigadora.
  • A utilização prolongada - por mais de 20 anos - de anticoncecionais orais aumenta ligeiramente o risco de contração da doença.

Formas de prevenção:
  • Sensibilização das mulheres à realização de auto-deteção, através da observação e apalpação mamária regular;
  • A partir dos 45 anos, as mulheres devem, anualmente, realizar mamografias de rotina;
  • Adoção de estilos de vida saudáveis, preferindo frutas e vegetais crus à gordura animal e açúcares rápidos, e realizando frequentemente exercício físico;
  • Não-utilização de terapêutica hormonal de substituição por mais de dois anos.

Sofia Braga afirma ainda que atualmente é precipitado falar em "cura": "Queremos que as senhoras venham todos os anos (realizar mamografias de rotina), pois há recaídas tardias, às vezes 30 anos depois".  No entanto, para os diagnósticos precoces, sobretudo em cancros com menos de um centímetro, as possbilidades de tratamento são altamente elevadas!