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Império dos Sentidos
Em Direto
Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

Concertos

Ana Maria Pinto e Joana Resende | 22 Março 19h00

Instituto Superior de Economia e Gestão

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Ana Maria Pinto e Joana Resende | 22 Março 19h00 Ana Maria Pinto e Joana Resende | 22 Março 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2 RTP


22 Março 19h00

Auditório Caixa Geral Depósitos, 

Ana Maria Pinto, Soprano
Joana Resende, Piano


Programa

Apresentação do CD Anterianas

1 – Erster Verlust – F. Schubert / piano solo
2 – A um poeta – Antero de Quental

A Ideia (selecção) – Luís de Freitas Branco
3 – Pois que os deuses …
4 – Der Tod und das Mädchen – F. Schubert
5 – Pálido Cristo
6 – Força é pois ir buscar …
7 – Der Geistertanz – F. Schubert
8 – Mas a ideia quem é?
9 – Nocturno – Antero de Quental
10 – Der Leiermann – F. Schubert
11 – Amor vivo – Antero de Quental

Três Sonetos de Antero de Quental – Luís de Freitas Branco
12 – A Sulamita
13 – Idílio
14 – Visita – Antero de Quental
15 – Sonho Oriental






Transmissão em direto 
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís








Ana Maria Pinto e Joana Resende

Os artistas unem os pedaços soltos do mundo. Freitas Branco e Schubert encontram-se aqui não porque o português tinha a seu cargo a edição de uma biografia de Schubert, não porque Antero conquistou o compositor com a beleza poética da sua Ideia; o que une os elos soltos desta corrente não é uma ideia, antes a sua antítese. 

Porque nos encontramos aqui, intérpretes e ouvintes, poetas e compositores, palavras portuguesas e alemãs e gestos de séculos tão distintos … Frente a frente, Der Tod und das Mädchen, é do mistério que brota a revelação. Palavra e música estão intimamente ligadas em 21 formas de dizer o mesmo, interligadas pelo fio condutor do que nunca se mostra na mente sem antes passar pelo coração. Morte e rapariga no espaço do indizível, no silêncio e na magnificência das estrelas: uma aberta solar sobre o céu incorruptível da consciência. 


Ana Maria Pinto e Joana Resende colaboram desde Dezembro de 2012 desenvolvendo a osmose entre palavra poética e música, o micro e o macrocosmos, o fragmento e a unidade. A elas se juntam, aqui e ali, outras artes, no fio lento que a narrativa tece. Partem do que têm mais próximo, os músicos e os poetas portugueses.